6x1 avança, mas só será votada após 1º turno- A proposta que acaba com a escala 6x1 avançou ontem no Senado, mas terá de esperar até depois do primeiro turno das eleições para ser votada em plenário. A Comissão de Constituição e Justiça aprovou a PEC, que reduz gradualmente a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte de salário, e estabelece dois dias de descanso por semana.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, no entanto, decidiu adiar a análise em plenário por falta de acordo com a oposição e parte do centrão. A decisão frustrou o governo Lula, que tentava concluir a votação antes da eleição. A PEC ainda precisa de 49 votos em dois turnos no plenário do Senado
Após mensagens, Lula se distancia de Moraes- O presidente Lula conversou ontem com o presidente do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin sobre a crise provocada pelas mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Lula decidiu adotar distância em relação a Moraes para evitar que o caso contamine seu governo e a campanha à reeleição. Segundo a reportagem, a estratégia é reforçar o discurso de que "ninguém está acima da lei" e defender a apuração das suspeitas, sem comentar diretamente o caso.
STF enfrenta impasse com crise do Master- Fachin também afirmou ontem que o momento vivido pela Corte após a divulgação de mensagens que envolve Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro é de "especial gravidade" e que medidas serão anunciadas após a análise dos fatos e dos procedimentos internos.
- Reportagem da Folha de S.Paulo informa, no entanto, que nos bastidores os ministros estão divididos sobre como lidar com as mensagens divulgadas. André Mendonça, relator da investigação, defende que o plenário examine o material da Polícia Federal, enquanto parte da Corte questiona a condução do caso e a validade do relatório. O impasse pode levar o STF a uma decisão inédita sobre a eventual investigação de um de seus próprios ministros.
UE suspende compra de carne brasileira- Entrou em vigor nesta quinta-feira a suspensão das importações de carne bovina, frango, ovos e mel do Brasil pela União Europeia. O bloco afirma que o país não apresentou garantias suficientes sobre o cumprimento das regras europeias para o uso de antimicrobianos na produção animal. O governo Lula tentou reverter a decisão e enviou uma carta à Comissão Europeia, mas ainda não recebeu resposta. O embaixador brasileiro na UE, Pedro Miguel da Costa e Silva, disse estar "preocupado e frustrado" com a medida, que pode representar perdas de até US$ 2 bilhões por ano.
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 | Jota Erre/AGIF |
| Palmeiras e Vasco avançam na Copa do Brasil- Palmeiras e Vasco garantiram na noite de ontem vaga na semifinal da Copa do Brasil. O Palmeiras empatou em 0 a 0 com o Santos, na Vila Belmiro, e avançou graças à vitória por 3 a 0 no jogo de ida. Já o Vasco venceu o Vitória por 2 a 0, no Barradão, depois de ter ganhado a primeira partida por 1 a 0 em São Januário. Com os resultados, os dois times avançam e se enfrentam na próxima fase. A última vaga na semifinal será definida hoje no confronto entre Grêmio e Internacional. O vencedor vai cruzar com o Atlético-MG.
Senado aprova marco das terras raras- No esforço concentrado de votações antes do período eleitoral, o Senado aprovou ontem o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e estabelece novas regras para a exploração de terras raras no país. O texto cria um conselho nacional com poder de decisão sobre projetos do setor e prevê cerca de R$ 5 bilhões em incentivos fiscais entre 2030 e 2034. A proposta também busca estimular o processamento dos minerais no Brasil, em vez de concentrar a atividade na exportação do minério. Aprovado sem mudanças relevantes em relação ao texto da Câmara, o projeto agora segue para sanção do presidente Lula.
Comissão aprova fim da 'taxa das blusinhas'- Uma comissão mista do Congresso aprovou o relatório que extingue o imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecido como "taxa das blusinhas". O texto agora precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado até 8 de setembro, para não perder a validade. A proposta dá ao Ministério da Fazenda mais poder para definir e alterar as alíquotas, considerando efeitos sobre arrecadação e consumo. A medida faz parte do acordo entre o governo e o Congresso para acelerar votações nesta semana.
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