quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Rolex, Kassio e prostitutas: os arquivos do ex-sócio de Flávio Bolsonaro

 

Mensagem trocada entre Santini e suposta cafetina; 'meu filho' seria o codinome de Flávio Bolsonaro

Mensagem trocada entre Santini e suposta cafetina; 'meu filho' seria o codinome de Flávio Bolsonaro

PlatôBR/Cedido ao UOL


Asdrúbal Figueiró

Mensagens, fotos e documentos reunidos por Alexandre Santini, ex-sócio de Flávio Bolsonaro, sugerem que o candidato do PL à Presidência atuou junto ao ministro Nunes Marques (STF) em favor dos interesses de um cliente de Santini e participou de festas com garotas de programa com ex-sócio.

O conteúdo foi revelado pelo site PlatôBR e cedido ao UOL.

Mensagens e notas fiscais também indicam que o advogado Alan Belaciano, que acompanhava a demanda do cliente de Santini no STF, teria dado um relógio Rolex Submariner Date de ouro branco, de R$ 305 mil, e equipamentos de ginástica no valor de R$ 90 mil a Flávio Bolsonaro.

O UOL entrou em contato com Alexandre Santini, Flávio Bolsonaro e Alan Belaciano e não obteve resposta até o envio desta newsletter.

Por meio de sua assessoria, Kassio Nunes Marques disse que "atende parlamentares de todos os partidos e que isso não prejudica a isenção dos magistrados".

Leonardo Sakamoto diz que tanto a campanha de Flávio Bolsonaro como a de Lula já estavam esperando uma bomba contra a candidatura do filho de Jair Bolsonaro.

"A gente não sabe se é essa a bomba ou se essa vai ser uma das várias bombas que vão atingir a reta final da campanha."

Para Alexandre Borges, as mensagens do ex-sócio de Flávio não parecem estar furando a bolha bolsonarista.

"A gente está vivendo essa época do viés do algoritmo. Os eleitores estão nas suas bolhas. (...) E hoje praticamente esse assunto não foi tocado nos meios da direita, nos meios bolsonaristas."

Ricardo Kotscho concorda com Borges que o assunto não mexe com a bolha bolsonarista, mas, ainda assim, acredita que ele pode ter impacto entre "os chamados eleitores independentes".

" Mas não é só isso, é o conjunto da obra. A cada semana, quase a cada dia, aparecem mais coisas. A verdade é que o Flávio Bolsonaro, sabemos disso há muito tempo, tem muitos esqueletos no armário."

Para Daniela Lima, as revelações reforçam uma sensação de desgaste institucional e evidenciam a necessidade de reformas urgentes na política e no Judiciário.

"É uma campanha horrorosa que espelha, na verdade, o país que nos tornamos."

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