Escondido sob as asas imperialistas do decadente Donald Trump, Flávio Bolsonaro tende a ser esquecido até por membros da própria família, encerrando o famigerado ciclo bolsonarista no Brasil.
A IMAGEM DA PRÓPRIA DESONRA. Escondido nas asas do decadente Trump, Flávio Bolsonaro tende a ser esquecido pela direita brasileira
Editorial
Este blog Marco Aurélio d’Eça sempre defendeu que a vitória de Lula (PT) seria necessária nestas eleições de 2026 para encerrar de vez com o ciclo bolsonarista no Brasil e acenar com uma disputa mais saudável ente esquerda e a direita democrática a partir de 2026. (Relembre aqui e aqui)
Lula, de fato, venceu; e a própria estupidez do adversário Flávio Bolsonaro (PL) contribui para o encerramento do nefasto ciclo bolsonarista.
- escondido nas asas imperialistas do decadente Donald Trump, Flávio tende a ser esquecido pelos ex-aliados;
- a direita democrática já se realinha pelo espólio deixado, não por ele, que é só instrumento, mas pelo pai preso.
“A direita democrática vai ter que decidir se aliar-se à extrema direita é bom negócio. Perderam duas eleições com essa aliança. Sem expurgar o golpismo, a direita continuará a perder”, raciocina o historiador Sidney Chalhoub, pesquisador de Harvard e professor do Departamento de História da Unicamp. (Leia aqui)
A fuga de Flávio Bolsonaro para os estados unidos é festejada até no seio da própria família.
A ex-primeira dama Michele Bolsonaro é tida como a legítima herdeira do clã Bolsonaro, mas foi preterida na disputa pelo machismo de Jair Bolsonaro e pela misoginia explícita dos filhos.
Há outros nomes na direita, mas eles precisam se desvincular da mancha bolsonarista para sobreviver no novo ciclo.
- o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas é uma opção, mas mostra-se dependente do bolsonarismo;
- os demais nomes, ou não têm idade para a disputa, como Nikolas Ferreira, ou não têm densidade eleitoral.
O fato é que a fuga de Flávio Bolsonaro – que começou a carreira como funcionário fantasma e termina como presidente imaginário – abriu caminho para uma espécie de redemocratização pacífica do Brasil.
A direita e a esquerda podem voltar a pensar, finalmente, em disputas de poder legítimas a partir de 2030.
Com eleições em ambiente saudável…
MARCOS D'ÉÇA.



Nenhum comentário:
Postar um comentário