Menos de 24 horas após o encerramento da apuração, Flávio Bolsonaro e o presidente Lula já deram início às conversas e articulações para a campanha de segundo turno. Com 47,03% do total dos votos no primeiro turno, contra 45,15% de Lula, o candidato do PL sai na frente. Flávio Bolsonaro marcou as primeiras conversas com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O objetivo é ampliar sua vantagem contra Lula na região Sudeste. Flávio venceu no estado paulista, mas perdeu para o petista na capital. Segundo Letícia Casado, do ponto de vista do conteúdo, o plano da campanha de Flávio para o segundo turno será continuar investindo no discurso anti-PT. "A estratégia elaborada pelo coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), é considerada vitoriosa." Lula também busca engajar os governadores petistas reeleitos em primeiro turno, Jerônimo Rodrigues (BA) e Elmano de Freitas (CE). A campanha petista quer reduzir a abstenção elevada do primeiro turno e fazer acenos ao eleitorado de centro, na expectativa de atrair votos de quem, embora não seja simpático ao partido, rejeita Flávio Bolsonaro. Na opinião de Josias de Souza, a tarefa do presidente não é fácil. Para ele, a tendência é que Flávio Bolsonaro amplie a vantagem, obtida ontem, na votação do dia 25. "Seria preciso que o Lula se virasse do avesso para reverter esse resultado. Não é impossível, mas é muito difícil. Nunca aconteceu alguém que chegou ao segundo turno em desvantagem ganhar a eleição." Daniela Lima faz uma avaliação parecida. Para ela, Lula precisa produzir "uma espécie de milagre político". "O PT tem esse discurso de que a eleição não está perdida. De fato, tem muito voto para ser buscado. A abstenção foi recorde. (...) Mas isso pode não ser o suficiente." |
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