terça-feira, 6 de outubro de 2026

Flávio tenta ampliar vantagem, e Lula busca de 'milagre' no 2º turno

 

Lula e Flávio Bolsonaro fazem último ato de campanha antes do primeiro turno das eleições

Lula e Flávio Bolsonaro fazem último ato de campanha antes do primeiro turno das eleições

Luis Robayo/AFP e Danilo Verpa/Folhapress


Asdrúbal Figueiró

Menos de 24 horas após o encerramento da apuração, Flávio Bolsonaro e o presidente Lula já deram início às conversas e articulações para a campanha de segundo turno.

Com 47,03% do total dos votos no primeiro turno, contra 45,15% de Lula, o candidato do PL sai na frente.

Flávio Bolsonaro marcou as primeiras conversas com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

O objetivo é ampliar sua vantagem contra Lula na região Sudeste. Flávio venceu no estado paulista, mas perdeu para o petista na capital.

Segundo Letícia Casado, do ponto de vista do conteúdo, o plano da campanha de Flávio para o segundo turno será continuar investindo no discurso anti-PT.

"A estratégia elaborada pelo coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), é considerada vitoriosa."

Lula também busca engajar os governadores petistas reeleitos em primeiro turno, Jerônimo Rodrigues (BA) e Elmano de Freitas (CE).

A campanha petista quer reduzir a abstenção elevada do primeiro turno e fazer acenos ao eleitorado de centro, na expectativa de atrair votos de quem, embora não seja simpático ao partido, rejeita Flávio Bolsonaro.

Na opinião de Josias de Souza, a tarefa do presidente não é fácil. Para ele, a tendência é que Flávio Bolsonaro amplie a vantagem, obtida ontem, na votação do dia 25.

"Seria preciso que o Lula se virasse do avesso para reverter esse resultado. Não é impossível, mas é muito difícil. Nunca aconteceu alguém que chegou ao segundo turno em desvantagem ganhar a eleição."

Daniela Lima faz uma avaliação parecida. Para ela, Lula precisa produzir "uma espécie de milagre político".

"O PT tem esse discurso de que a eleição não está perdida. De fato, tem muito voto para ser buscado. A abstenção foi recorde. (...) Mas isso pode não ser o suficiente."

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