sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Lula reafirma reajuste do salário mínimo acima da inflação e defende perdão de dívidas do MEI

 Em sabatina, presidente e candidato à reeleição disse ter divergência com economistas que criticam a política de valorização e citou o programa Desenrola e o perdão de dívidas dos microempreendedores.


O presidente Lula, candidato à reeleição, reafirmou na noite desta quinta-feira (15) que vai manter o reajuste do salário mínimo acima da inflação. O salário mínimo serve como referência para o valor da aposentadoria. Ele afirmou que tem divergência com muitos economistas que apontam a medida como problemática.

Durante sabatina do Jornal Nacional, Lula disse ter uma tese sobre o tema. Segundo o presidente, muito dinheiro na mão de poucos é pobreza, enquanto pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza. Ele afirmou apostar nos pequenos, no trabalhador e no microempreendedor. Para Lula, o que faz a economia do Brasil crescer é a microeconomia e o dinheiro rodar na mão do povo.

O presidente complementou dizendo que vai manter o reajuste do salário mínimo acima da inflação. A declaração se contrapõe ao discurso do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que avalia acabar com a política de valorização do salário mínimo. Essa política garante ganho real também às aposentadorias e ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Questionado sobre o endividamento das famílias, que atualmente atinge 81% da população, o presidente reafirmou que o governo está trabalhando para reduzir esse problema. Ele citou as três versões do programa Desenrola e destacou que a mais recente vai comprar dívidas pequenas, além do perdão de dívida dos Microempreendedores Individuais (MEI).

Lula afirmou que o Desenrola 3 fará um leilão das dívidas das pessoas. A expectativa, segundo ele, é que os bancos deem desconto de mais de 90% para dívidas de até R$ 4 mil. O presidente disse que o governo vai usar R$ 150 bilhões para comprar essas dívidas. Ele exemplificou que, se comprar por 5% do valor, isso fará um favor extraordinário para as pessoas do país. Lula completou afirmando que a medida será feita sem mexer no espaço fiscal.

O presidente também destacou o perdão de dívidas do MEI, estimado em R$ 12,7 bilhões em dívidas ativas da União. Segundo Lula, é improvável que essas dívidas sejam pagas, mas as pessoas que têm essas dívidas não conseguem fazer novos negócios porque estão com o nome negativado.

Lula disse que pediu estudo para fazer o perdão da dívida e permitir que as pessoas comecem vida nova, sobretudo o micro e pequeno empreendedor. Ele declarou que toda vez que alguém quer resolver o problema fiscal, o povo pobre paga, e que não vai fazer o povo pagar.


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