quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Polícia Federal prende deputado estadual eleito e delegado da Polícia Civil no Rio

 Ação é a 8ª fase da Operação Unha e Carne e investiga esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 7,6 bilhões em postos de combustíveis.


A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (15/10) o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro. As prisões ocorreram durante a 8ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela PF na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

As ordens de prisão foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme informações divulgadas pela TV Globo. De acordo com a Polícia Federal, a ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela PF para desarticular organizações criminosas atuantes no estado, em conformidade com diretrizes estabelecidas pelo STF na ADPF 635.

Canella, que já foi prefeito de Belford Roxo, e Amim haviam sido alvos de buscas na 6ª fase da Operação Unha e Carne, realizada em julho. A investigação apura o uso de uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio como plataforma de lavagem de dinheiro, com participação de agentes públicos e articulação político-institucional.

Segundo Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) encaminhado à PF, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

Ao todo, a 8ª fase da operação cumpriu 6 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão. Os alvos estavam nas cidades do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios. Todos os seis investigados com mandado de prisão foram detidos. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais civis investigados.

A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem. Entre elas, 96 são postos de combustíveis utilizados para camuflar e legalizar recursos de origem criminosa.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, por organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros crimes que possam surgir no decorrer das investigações.


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