quarta-feira, 23 de março de 2016

Documentos da Odebrecht listam mais de 200 políticos e valores recebidos

Papéis foram apreendidos na “Acarajé” e liberados ontem (22.mar)
Planilhas listam nomes, valores e apelidos de cada político
Material é de Benedicto Barbosa, alto executivo do grupo
Informações de tabela são incompatíveis com doações declaradas
Acesse todo o material apreendido no fim deste post
Agentes da PF na sede de São Paulo da Odebrecht, na fase Acarajé
Documentos apreendidos pela Polícia Federal listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos. É o mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela descoberta e revelada ontem (22.mar.2016) pela força-tarefa da Operação Lava Jato.
As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ''. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada no dia 22.fev.2016.
Como eram de uma operação de 1 mês atrás e só foram divulgados ontem (22.mar) pela Polícia Federal, os documentos acabaram não sendo mencionados no noticiário sobre a Lava Jato.
No início da tarde desta 4ª feira (23.mar), o juiz Sérgio Moro determinou que esse material fosse colocado sob sigilo. O UOL teve acesso às informações quando os dados estavam públicos.
As planilhas são riquíssimas em detalhes –embora os nomes dos políticos e os valores relacionados não devam ser automaticamente ser considerados como prova de que houve dinheiro de caixa 2 da empreiteira para os citados. São indícios que serão esclarecidos no curso das investigações da Lava Jato.
Os documentos relacionam nomes da oposição e do governo: são mencionados, por exemplo, Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.
A apuração é dos repórteres do UOL André Shalders e Mateus Netzel. Eis exemplos de planilhas apreendidas (clique nas imagens para ampliar):
tabela-benedicto
Uma das tabelas de Benedicto Barbosa Jr, o BJ, da Odebrecht
Planilha-BJ-Odebrecht
Na planilha, Renan é “atleta''; Eduardo Paes, “nervosinho''; Sérgio Cabral, “próximus''.

A maior parte do material é formada por tabelas com menções a políticos e a partidos.
Várias dessas planilhas trazem nomes, cargos, partidos, valores recebidos e até apelidos atribuídos aos políticos.
Algumas tabelas parecem fazer menção a doações de campanha registradas no TSE. Há CNPJs e números de contas usadas pelos partidos em 2010, por exemplo.
Parte significativa da contabilidade se refere à campanha eleitoral de 2012, quando foram eleitos prefeitos e vereadores. As informações declaradas no SPCE (Sistema de Prestação de Contas Eleitorais, do TSE) desse ano não correspondem às dispostas nas tabelas. Na planilha acima, por exemplo, as siglas OTP e FOZ aparecem assinaladas ao lado de diversos candidatos, mas nem Odebrecht TransPort nem Odebrecht Ambiental (Foz do Brasil) realizaram doações registradas naquela eleição.
Em 2012, a Construtora Norberto Odebrecht doou R$ 25.490.000 para partidos e comitês de campanha e apenas R$50 mil para uma candidatura em particular –a de Luiz Marinho, candidato do PT à prefeitura de São Bernardo do Campo (SP).
Em 2014, a soma de doações da construtora foi de R$ 48.478.100, divididos entre candidaturas individuais e comitês dos partidos. Em 2010, o total foi de R$ 5,9 milhões, apenas para partidos e comitês de campanha.
APELIDOS
Eis alguns apelidos atribuídos aos políticos nos documentos da Odebrecht, vários com conteúdo derrogatório:
Jaques Wagner: Passivo
Eduardo Cunha: Carangueijo
Renan (Calheiros): Atleta
José Sarney: Escritor
Eduardo Paes: Nervosinho
Humberto Costa: Drácula
Lindbergh Farias: Lindinho
Manuela D’Ávila: Avião

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O material da Odebrecht é farto em nomes da oposição
COPA E LEBLON
A papelada que serve de base para este post foi apreendida por 4 equipes da PF em 2 endereços ligados a Benedicto Barbosa Jr. no Rio de Janeiro nos bairros do Leblon e de Copacabana.

Além das tabelas, há dezenas de bilhetes manuscritos, comprovantes bancários e textos impressos. Alguns dos bilhetes fazem menção a obras públicas, como a Linha 3 do Metrô do Rio.
Um dos textos refere-se, de forma cifrada, às regras internas de funcionamento do cartel de empreiteiras da Lava Jato. O grupo é chamado de “Sport Club Unidos Venceremos”.
O juiz federal Sérgio Moro liberou ontem (22.mar.2016) o acesso ao material apreendido com outros alvos da Acarajé. São públicos os documentos apreendidos com Mônica Moura, mulher do publicitário João Santana, e com o doleiro Zwi Skornicki, entre outros.
ÍNTEGRA DOS DOCUMENTOS
Clique aqui para saber em qual documento e página cada político é mencionado. Depois, escolha o arquivo correspondente na lista abaixo:

OUTRO LADO
A Odebrecht foi procurada pelo Blog. Nesta 4ª (23.mar.2016), a assessoria da empreiteira enviou esta nota: “A empresa e seus integrantes têm prestado todo o auxílio às autoridades nas investigações em curso, colaborando com os esclarecimentos necessários''.

Todos os políticos citados, já procurados por causa de outras reportagens, negam ter recebido doações ilegais em suas campanhas.

MinistroTeori ordena que Moro envie ao STF autos sobre Lula


Relator da Lava Jato determinou também que interceptações telefônicas fiquem sob sigilo. Moro terá ainda que prestar esclarecimentos sobre divulgação das conversas do ex-presidente.
STJ
Ministro diz que Moro atentou contra a soberania nacional
Relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Teori Zavascki determinou ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações na primeira instância, a remessa de todos os procedimentos investigatórios sobre o ex-presidente Lula ao Supremo, inclusive as interceptações telefônicas que sacudiram o país na semana passada. No despacho, formalizado na noite desta terça-feira (22), Teori ordenou também o sigilo de todos os áudios envolvendo o petista – entre os quais o que mostra conversa entre Lula e a presidente Dilma Rousseff sobre um termo de posse como ministro da Casa Civil, a ser usado “em caso de necessidade” – iniciativa que, para a Polícia Federal, serviria como um salvo-conduto contra um eventual pedido de prisão feito por Moro.
A decisão de Teori, no entanto, não interfere na suspensão da posse de Lula como ministro, determinada em liminar do ministro do STF Gilmar Mendes. Além da remessa do conjunto probatório ao STF e da decretação do sigilo, Teori impõe a Sérgio Moro prazo de dez dias para que ele preste esclarecimentos sobre a divulgação dos áudios. O despacho do ministro-relator da Lava Jato é uma resposta à ação protocolada pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, contra a atuação de Moro. Para Cardozo, o juiz violou ditames constitucionais ao expor a presidente e não enviar o material ao STF, uma vez que Dilma dispõe de foto privilegiado e, nessa condição, só pode ser investigada pelo STF.
Na demanda julgada por Teori, a Advocacia-Geral da União (AGU) questionava a legalidade da divulgação das interceptações telefônicas, face ao fato de que autoridades com direito a foro privilegiado foram expostas nos áudios. Além de Dilma, o ex-ministro-chefe da Casa Civil Jaques Vagner também teve conversas com Lula e outros atores governistas divulgadas por Moro. Na argumentação da AGU, apenas o STF poderia decidir o que fazer com o material, justamente devido à prerrogativa de foro.
Além de concordar com esse ponto da ação da AGU, Teori acrescentou que o conteúdo de diversos outros diálogos levados a público não tinha qualquer relação temática direta com as investigações sobre Lula. O ministro entendeu ainda que não procede a justificativa de Moro sobre o caráter de interesse público das gravações. Além de Dilma e Jaques Vagner, também foram flagradas em conversas com Lula figuras como o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e o presidente do PT, Rui Falcão (este, sem direito a foro), e todos os 25 advogados do escritório que defende o ex-presidente.
Revés
Mas, se foi favorecida pela decisão de Teori, a defesa do ex-presidente sofreu duas derrotas no Supremo. Em uma delas, a ministra Rosa Weber negou habeas corpus por meio do qual foi pedida a transferência das investigações sobre Lula ao STF, tirando-as de Moro – despacho na prática declarado sem efeito com o posterior entendimento de Teori. No outro revés de Lula, o ministro Luiz Fux também rejeitou demanda da AGU no sentido de anular decisão de Gilmar Mendes sobre a posse de Lula, mantendo o impedimento do exercício da função pelo petista.
No momento, são 23 as ações em tramitação no STF em que o ex-presidente figura como parte. Enquanto algumas pedem justamente a anulação da posse de Lula na Casa Civil, bem como a permissão para que Moro continue a conduzir as investigações sobre o petista, outras pedem exatamente o contrário.
Em uma dessas ações, advogados solicitam ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que seja transferida das mãos de Gilmar Mendes para Teori, uma vez que ele é relator da Lava Jato, a relatoria das ações ajuizadas por PSDB e PPS contra a posse de Lula – por ser liminar, a questão sobre o impedimento de posse será levada à decisão em plenário. Lewandowski pediu um parecer a Teori sobre o assunto e, em caso de decisão favorável a Lula, a deliberação de Gilmar Mendes será anulada.
Ruído de comunicação
Como este site mostrou na última quinta-feira (17), a escuta feita pela Polícia Federal que detectou um diálogo entre Lula e Dilma foi executada duas horas depois de o juiz Sérgio Moro ter ordenado a interrupção de interceptações envolvendo o petista. Essa determinação foi anexada ao processo judicial – investigação sobre a propriedade de um sítio usado por Lula em Atibaia (SP) – às 11h12 desta quarta-feira (16), com comunicação de “urgência, inclusive por telefone” no texto do despacho.
Em outro despacho, este às 11h44, uma auxiliar de Moro registra que informou o delegado responsável pelas interceptações a respeito da determinação de interrupção. “Certifico que intimei por telefone o delegado de Polícia Federal, Dr. Luciano Flores de Lima, a respeito da decisão proferida no evento 112”, diz trecho do documento, com referência numérica à decisão pausa nos grampos. Nesse documento, o juiz Moro esclarece que as interceptações não mais se faziam necessárias, uma vez que ações de busca e apreensão da 24ª da Operação Lava Jato já haviam sido executadas.
Moro admitiu a ocorrência de gravações fora do horário legalmente determinado – o que o governo tem apontado como ilegalidade nas ações ajuizadas no STF. Em novo despacho, o juiz citou o caso Watergate – que culminou com a renúncia do então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, em 1974 – para justificar que o presidente da República não tem garantia absoluta da privacidade de suas ligações. “Ademais, nem mesmo o supremo mandatário da República tem um privilégio absoluto no resguardo de suas comunicações, aqui colhidas apenas fortuitamente, podendo ser citado o conhecido precedente da Suprema Corte norte-americana em US v. Nixon, 1974, ainda um exemplo a ser seguido”, acrescentou.

segunda-feira, 21 de março de 2016

ELEIÇÕES 2016: PMDB terá candidatura própria em Açailândia, garante Gleide Santos.

Gleide Santos, foi eleita em 2012 com 28.993 votos.

Mesmo afastada do cargo de prefeita, Gleide Santos continua firme em seus propósitos e os propósitos do seu grupo político, no que diz respeito as eleições municipais que já se avizinha. Vice-presidente do PMDB de Açailândia, hoje o maior partido político, representativamente, nas mais diferentes esferas do poder brasileiro, Gleide Santos está decidida a lançar candidatura própria da sigla no Município, em mais uma disputa rumo ao comando do executivo municipal.

Em uma entrevista concedida com exclusividade a este blog que durou cerca de 02 horas, Gleide foi taxativa em afirmar que nas fileiras do PMDB de Açailândia existem ótimos nomes, bem como, no PR, partido que retornou para o comando de pessoas íntegras e de inteira confiança do seu grupo. “De dentro desse grupo sairá um candidato fortíssimo para disputar as eleições municipais de Açailândia, podem ter certeza”, foi taxativa Gleide Santos.

Ao ser indagada se ela própria será candidata, Gleide disse estar muito tranquila e que quer primeiro escutar o seu grupo e a população que a elegeu em 2012, pois o seu mandato foi interrompido de forma grotesca, impossibilitando-a de realizar muito do que foi planejado. “O meu grupo político continua muito forte, disso eu não tenho a menor dúvida, e aqueles que saíram é porque não eram grupo de verdade, e, não podemos esquecer quem ganha eleição é grupo sério; porque grupo sério é formado de gente, gente comprometida com a cidade de Açailândia. O que posso garantir é que meu grupo tem candidatura própria em Açailândia”, finalizou Gleide.

Em outros post’s traremos mais da entrevista!!!

Pesquisa Datafolha: Marina lidera intenções de voto contra Aécio e Lula


Líder da Rede Sustentabilidade tem mais intenções de voto do que todos os atuais presidenciáveis em um percentual que varia entre 21% e 24%, a depender do candidato do PSDB escolhido.
A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva lidera todas as simulações de cenário para a corrida presidencial de 2018, de acordo com a mais recente pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo. De acordo com o instituto, a líder da Rede Sustentabilidade tem mais intenções de voto do que todos os atuais presidenciáveis em um percentual que varia entre 21% e 24%, a depender do candidato do PSDB escolhido. Nas eleições de 2014, Marina recebeu mais de 22 milhões de votos, ficando em terceiro lugar no primeiro turno.
Como este site mostrou ontem (sábado, 19), o mesmo levantamento mostra que 68% dos entrevistados querem o impeachment da presidente Dilma Rousseff, enquanto 65% querem que ela renuncie – os percentuais anteriores eram 60% e 58%, respectivamente. O principal fato ocorrido entre uma pesquisa e outra foi a divulgação das acusações feitas em delação premiada pelo ex-líder do governo Delcídio do Amaral, dando novo e explosivo impulso à Operação Lava Jato.
O ex-presidente Lula, que voltou ao governo e provoca uma turbulência política em Brasília, perdeu pontos percentuais de intenção de voto em relação à pesquisa anterior. Ele fica em terceiro lugar na disputa com Marina e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado por Dilma nas eleições de 2014.
A pesquisa foi realizada nos dias 17 e 18 de março em 171 municípios, e ouviu 2.794 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos – resultados podem transpor ou ficar abaixo do total percentual (100%), em razão de eventuais arredondamentos, informa o Datafolha.
Confira os quatro cenários liderados por Marina Silva:
Cenário 1 (com Aécio):
Marina Silva (Rede): 21%
Aécio Neves (PSDB): 19%
Lula (PT): 17%
Bolsonaro (PP): 6%
Ciro Gomes (PDT): 6%
Luciana Genro (PSOL): 3%
Eduardo Jorge (PV): 2%
Ronaldo Caiado (DEM): 2%
Michel Temer (PMDB): 1%
Branco/nulo: 18%
Não sabe: 6%
Cenário 2 (com Alckmin):
Marina Silva (Rede): 23%
Lula (PT): 17%
Geraldo Alckmin (PSDB): 11%
Ciro Gomes (PDT): 7%
Bolsonaro (PP): 6%
Luciana Genro (PSOL): 3%
Eduardo Jorge (PV): 2%
Michel Temer (PMDB): 2%
Ronaldo Caiado (DEM): 1%
Branco/nulo: 20%
Não sabe: 7%
Cenário 3 (com Serra):
Marina Silva (Rede): 24%
Lula (PT): 17%
Serra (PSDB): 13%
Ciro Gomes (PDT): 7%
Bolsonaro (PP): 7%
Luciana Genro (PSOL): 3%
Eduardo Jorge (PV): 2%
Ronaldo Caiado (DEM): 2%
Michel Temer (PMDB): 1%
Branco/nulo: 19%
Não sabe: 6%
Cenário 4 (com os três tucanos):
Marina Silva (Rede): 17%
Lula (PT): 17%
Aécio Neves (PSDB): 14%
Sergio Moro (sem partido): 8%
Serra (PSDB): 6%
Bolsonaro (PP): 5%
Ciro Gomes (PDT): 5%
Geraldo Alckmin (PSDB): 5%
Luciana Genro (PSOL): 3%
Eduardo Jorge (PV): 1%
Ronaldo Caiado (DEM): 1%
Michel Temer (PMDB): 1%
Branco/nulo: 13%
Não sabe: 5%

sexta-feira, 18 de março de 2016

BIOMETRIA: Juiz da 71ª Zona Eleitoral de Açailândia cancela quase 14 mil títulos eleitorais

A decisão atinge os eleitores que fizeram a biometria dos seus títulos após o prazo estipulado, dia 29 de fevereiro, como também, os eleitores que ainda não procuraram a justiça eleitoral em Açailândia para regularização dos seus títulos. O eleitor terá até o dia 04 maior para garantir a validade do seu título. Caso contrário não poderá votar nas eleições municipais deste ano.
 
Dr. Pedro Guimarães, juiz eleitoral de 71ª Zona Eleitoral
A decisão do juiz eleitoral da 71ª Zona Eleitoral, Pedro Guimarães, de cancelar 13.988 títulos segue o procedimento de Revisão do Eleitorado do Município de Açailândia, com a implantação do Sistema Biométrico de identificação do eleitor, iniciado por determinação do Tribunal Superior Eleitoral, através da Resolução nº 23.335/2011 e regulamentada pela Resolução nº 8.734/2015 de 17 de setembro de 2015, do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão. Essa mesma decisão, seguindo o rito, deverá também ser tomada pelo juiz eleitoral da 98ª Eleitoral de Açailândia.

Regularização até o dia 04 de maio

Os eleitores que mesmo com atraso realizaram suas revisões biométricas constarão de uma lista de banco de erros, para posterior regularização e já possuem a garantia do direito ao voto nas eleições municipais deste ano. No entanto, os eleitores que não compareceram ainda aos postos de atendimento do TRE, em Açailândia, tem somente até o dia 04 de maio para efetuar a regularização, haja vista, já estarem com seus títulos cancelados e não poderão votar nas eleições municipais de 2016.

Conforme dados da Justiça Eleitoral de Açailândia, o Município hoje possui um eleitorado de 79.107 eleitores, e, destes, 63.181 já procuraram os postos de atendimentos e tiveram seus títulos regularizados, sendo 55.239 revisões, 3.149 a mais da meta que foi de 52.090 títulos revisados.


O número exato de eleitores que ainda se encontram com pendências junto a justiça eleitoral, ou seja, ainda não realizaram suas biometrias, chega a 15.926 eleitores.

7 acusações de Delcídio que resumem a política do Brasi

 O ex-senador ainda terá de provar tudo que disse; mas suas declarações vêm com a força de quem esteve dentro de todos os governos desde Itamar Franco.


Uma decisão do Supremo Tribunal Federal tornou pública nesta terça-feira (15) a delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS). O documento foi homologado pelo ministro Teori Zavascki e faz parte de um acordo entre o senador e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para colaborar com as investigações da Operação Lava Jato.
Pelas regras do acordo firmado, a pessoa investigada, além de confessar seus crimes, deve, entre outras coisas, apontar o envolvimento de outros e apresentar meios para que o Ministério Público Federal colete provas. O delator não pode mentir em sua fala. Pelos seus crimes assumidos, Delcídio devolverá aos cofres públicos R$ 1,5 milhões.
Delcídio, preso desde novembro após tentar dificultar as investigações da Lava Jato, não poupou colegas de partido ou membros da oposição. Estão citados a presidenta Dilma Rousseff; o vice, Michel Temer; o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB; o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; o ministro da Educação, Aloizio Mercadante; e membros do PMDB, como Renan Calheiros, José Sarney e Romero Jucá.
Ao longo de mais de 200 páginas, que contêm transcrições de 21 depoimentos prestados à Polícia Federal por Delcídio, há várias acusações e você pode conferir todas aqui. Nós lemos o texto na íntegra e encontramos alguns detalhes que foram pouco repercutidos nos últimos dias, mas, juntos, dão uma ideia da dimensão dessa delação e do submundo político que imaginamos, mas não vemos. É um enredo de dar inveja nos roteiristas de House of Cards.
Confira abaixo:

Era uma vez Furnas…

Segundo Delcídio do Amaral, o escândalo da Petrobras, que já bateu com folga o do mensalão, é fichinha perto do que acontecia em Furnas. A estatal de energia, segundo o ex-senador, abrigou um esquema altamente sofisticado de corrupção, que financiou campanhas de diversos partidos (tanto da atual situação quanto da oposição) ao longo de vários anos. O operador-chefe foi identificado por ele como "Dimas", que era extramente cauteloso e, em grande parte por sua "habilidade", o esquema nunca se tornou um escândalo. Dimas, inclusive, segundo Delcídio, "continua no mercado", sem chamar atenção.
É do trecho em que trata de Furnas que saiu a acusação que colocou Aécio Neves (PSDB/MG) de volta nos holofotes da Lava Jato. Delcídio declarou que o mineiro era um dos principais beneficiários do esquema e sugeriu uma relação entre o caso e contas que o tucano teria no paraíso fiscal de Liechtenstein em nome da mãe e da irmã.

Dilma x Cunha: primeiro round (e você nem viu)

Segundo Delcídio, a roubalheira em Furnas só acabou quando Dilma Rousseff, pouco depois de assumir a presidência, fez "uma verdadeira intervenção" na estatal, destituiu toda a diretoria e nomeou profissionais de perfis técnicos. Entre os demitidos estavam, entre outros, grandes aliados de Eduardo Cunha, atual presidente da Câmara, investigado na Lava Jato e um dos maiores desafetos da presidente petista. Teria nascido aí o mal estar entre os dois, segundo Delcídio.

Dilma entra no jogo

Sobre Dilma, Delcídio disse que ela fez uma série de “investidas” juntamente do ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, com objetivo de interferir no andamento da Operação Lava Jato. Segundo Delcídio, a intenção de Dilma seria obter a soltura dos executivos Otávio Marques de Azevedo, da Andrade Gutierrez, e Marcelo Odebrecht. Além disso, ela teria usado as indicações de Nelson Schaefer e Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça como uma forma de manipular os julgamentos que ocorressem por lá. O ex-senador afirma ainda que Dilma tentou conseguir apoio do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, mas não conseguiu.
Ela ainda foi acusada de pressionar pela nomeação de Nestor Cerveró para a diretoria financeira da BR Distribuidora e de estar ciente dos esquemas de corrupção envolvendo a compra da refinaria de Pasadena.

Os afilhados de Temer

Na delação de Delcídio, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), é acusado de ser padrinho político de responsáveis por grandes esquemas, como o da aquisição irregular de etanol por meio da BR Distribuidora entre 1997 e 2001, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Delcídio diz ainda que Temer teve grande influência na substituição de Nestor Cerveró por Jorge Zelada na diretoria de Abastecimento da Petrobras.

FHC e Alstom

Delcídio conta também que tomou conhecimento de esquemas de corrupção na Petrobras quando foi diretor da estatal, entre os anos de 1999 e 2001, governo de Fernando Henrique Cardoso. O primeiro caso aconteceu na compra da Plataforma P-36, que apesar de orçada em US$ 400 milhões, custou aos cofres da estatal mais de US$ 500 milhões.
Outro caso citado pelo senador ocorreu com a compra da máquina GT2 da Alstom pela Petrobras. O negócio, disse o senador, ocorreu de forma ilícita e rendeu em torno de R$ 10 milhões ao antigo PFL em propina. Detalhe: a Alstom é a mesma empresa envolvida no escândalo conhecido como Trensalão Tucano, de governos de São Paulo comandados pelo PSDB, e que ainda está em curso.

Lula, o manda-chuva

O ex-presidente e recém nomeado Ministro da Casa Civil Luiz Inácio Lula da Silva foi citado diversas vezes na delação de Delcídio Amaral. O senador afirma que Eduardo Cunha tinha um papel de "menino de recados" do banqueiro André Esteves, principalmente quando o assunto era de interesse do banco BTG, suposto mantenedor do Instituto Lula (o banco negou essa informação). A ajuda foi justificada por Delcídio devido ao fato de “Lula ser um grande ‘sponsor’ [patrocinador, em inglês] dos negócios do BTG” e que o ex-presidente “era um alavancador eficaz de negócios para agentes econômicos junto a instâncias governamentais nacionais e estrangeiras”.
Em outra acusação, o senador diz que Lula operou a compra do silêncio do empresário Marcos Valério sobre as investigações do mensalão pela quantia de R$ 220 milhões.
Em resumo, Delcídio afirma que Lula é o grande cabeça por trás dos maiores escândalos de corrupção em âmbito federal na última década.

Ligações com a Rede Globo

No depoimento, Delcídio apresenta ainda o operador Jorge Luz como o responsável por ajudar o PMDB a recolher propinas na Petrobras. De acordo com a delação, ele era "apadrinhado de Jorge Serpa, braço direito de Roberto Marinho", dono das Organizações Globo. Luz é listado pela procuradoria como um dos principais articuladores de roubo na estatal, atuando desde o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso.
E então: House of Cards é páreo para o Brasil?

Juiz que anulou posse de Lula é acusado de fazer campanha anti-PT



O juiz federal Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, que anulou hoje (17) a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como novo ministro-chefe da Casa Civil do governo Dilma Rousseff (PT), passou a ser acusado nas redes de ter feito campanha anti-PT nos últimos meses.
Desde que deu a decisão liminar, o magistrado teve uma suposta página sua no Facebook devassada por aliados dos petistas.
De lá, saíram fotos do juiz em atos do movimento "Vem Pra Rua", sugerindo a queda da presidente Dilma para o dólar baixar e, ainda, ridicularizando uma notícia sobre a possibilidade de Lula virar ministro.
A página de onde saíram as imagens já foi retirada do ar. Em contrapartida, outras quatro com referências ao juiz foram criadas.

VEJA LISTA! Dilma tem maioria na comissão do impeachment


Jornalistas especializados na cobertura do dia a dia da política na Câmara dos Deputados apontam que a presidente Dilma Rousseff (PT) tem maioria na comissão que analisará o pedido de impeachment contra ela.

São 41 deputados a favor da manutenção do mandato da petista, e 24 que apoiam sua queda (veja lista abaixo).
Independentemente disso, o relatório a ser produzido por esse colegiado deverá ser submetido a plenário, que é que dará a decisão final sobre o assunto na Câmara.

OPOSIÇÃO/INDEPENDENTES

PSDB

  • Carlos Sampaio (SP)
  • Bruno Covas (SP)
  • Jutahy Júnior (BA)
  • Nilson Leitão (MT)
  • Shéridan Oliveira (RR)
  • Paulo Abi-Ackel (MG)

DEM

  • Mendonça Filho (PE)
  • Rodrigo Maia (RJ)
  • Elmar Nascimento (BA)

PPS

  • Alex Manente (SP)

PSB

  • Fernando Coelho (PE)
  • Bebeto Galvão (BA)
  • Danilo Forte (CE)
  • Tadeu Alencar (PE)

SOLIDARIEDADE

  • Paulinho da Força (SP)
  • Fernando Francischini (PR)

PSC

  • Eduardo Bolsonaro (SP)
  • Marco Feliciano (SP)

PV

  • Evair de Melo (ES)

PRB

  • Jhonatan de Jesus (RR)
  • Marcelo Squassoni (SP)

PSOL

  • Chico Alencar (RJ)

REDE

  • Aliel Machado (PR)

PHS

  • Marcelo Aro (MG)

ALIADOS DO GOVERNO

PSD

  • Rogério Rosso (DF)
  • Paulo Magalhães (BA)
  • Marcos Montes (MG) - OBS: apoia o impeachment
  • Júlio Cesar (PI) - OBS: apoia o impeachment

PMB

  • Weliton Prado (MG) - OBS: apoia o impeachment

PDT

  • Flavio Nogueira (PI)
  • Weverton Rocha (MA)

PMDB

  • Leonardo Picciani (RJ)
  • Leonardo Quintão (MG) [[o PMDB pode substituí-lo posteriormente por Altineu Côrtes (RJ)]]
  • João Marcelo Souza (MA)
  • Washington Reis (RJ)
  • Valtenir Pereira (MT)
  • Osmar Terra (RS) - OBS: apoia o impeachment
  • Lúcio Vieira Lima (BA) - OBS: apoia o impeachment
  • Mauro Mariani (SC) - OBS: apoia o impeachment

PEN

  • Júnior Marreca (MA)

PP

  • Aguinaldo Ribeiro (PB)
  • Jerônimo Goergen (RS) - OBS: apoia o impeachment
  • Julio Lopes (RJ) - OBS: apoia o impeachment
  • Roberto Britto (BA)
  • Paulo Maluf (SP)

PTB

  • Benito Gama (BA)
  • Jovair Arantes (GO)
  • Luiz Carlos Busato (RS)

PT

  • Arlindo Chinaglia (SP)
  • Henrique Fontana (RS)
  • José Mentor (SP)
  • Paulo Teixeira (SP)
  • Vicente Cândido (SP)
  • Wadih Damous (RJ)
  • Zé Geraldo (PA)
  • Pepe Vargas (RS)

PTN

  • João Bacelar (BA)

PR

  • José Rocha (BA)
  • Edio Lopes (RR)
  • Zenaide Maia (RN)
  • Maurício Quintella (AL)

PROS

  • Eros Biondini (MG)
  • Ronaldo Fonseca (DF)

PC do B

  • Jandira Feghalli (RJ)

PT do B

  • Sílvio Costa (PE)