A República amanheceu em polvorosa com a notícia de que a PGR (Procuradoria-Geral da República negocia uma possível delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. As tratativas estão começando, segundo a colunista Natália Portinari, e ainda não há detalhes consolidados. A prioridade da defesa, explica Natália, é conseguir que Vorcaro seja solto. O advogado que representa o ex-banqueiro negou a existência de proposta de delação. A colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, afirma que, ao se julgar impedido no caso Vorcaro, o ministro Dias Toffoli, do STF, abriu caminho para o ex-banqueiro ser solto. Para Mônica, a eventual soltura não atrapalha as tratativas de uma possível delação, apenas muda os termos: o processo seria conduzido pela PGR, não pela Polícia Federal. E o colunista Josias de Souza analisa que o instituto da delação premiada perdeu credibilidade na Lava Jato, mas a recuperou no caso Marielle. Para Josias, o potencial destrutivo de uma delação de Vorcaro é inédito. "A República treme por dentro", encerra o colunista. Josias também conta que o temor dessa delação está fazendo a "bancada de Vorcaro" costurar nos bastidores a sua soltura no julgamento desta sexta-feira no STF. Para esse bloco parlamentar que atua na surdina, explica Josias, se o ex-banqueiro trocar a cela exígua por sua casa espaçosa seu impulso de delatar pode ser amainado. Natália Portinari: PGR negocia delação premiada com Daniel Vorcaro, dono do Master Mônica Bergamo: Toffoli reabre caminho para Vorcaro ser solto e reacende esperança de aliados do ex-banqueiro Josias de Souza: Vorcaro namora ideia de liquidar República em ponta de estoque Josias de Souza: Bancada de Vorcaro articula nos bastidores pela abertura da cela Josias de Souza: Nada é mais suspeito do que a suspeição insuspeita de Toffoli Josias de Souza: CPMI faz espetáculo barato ao convocar ex-namorada de Vorcaro |
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