Câmara aprova fim da escala 6x1 e reduz jornada para 40 h- A Câmara dos Deputados aprovou na noite de ontem, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a jornada de trabalho 6x1 no país. No primeiro turno, 472 deputados votaram a favor e 22 contra. No segundo, foram 461 votos a favor e 19 contra. O texto vai agora para o Senado e, se aprovado, prevê direito a dois dias de folga remunerada por semana, com uma das folgas, preferencialmente, aos domingos. A regra de transição estabelece que a jornada seja reduzida para 42 horas semanais 60 dias após a promulgação da PEC e, depois de 12 meses, o limite será definido em 40 horas.
Novo e Missão foram contra; PL liberou a bancada- Os partidos Novo e Missão orientaram as bancadas de forma contrária ao texto da PEC que acaba com a escala 6x1, e o PL liberou a bancada no segundo turno. Quase metade dos deputados que votaram contra são do PL. No segundo turno, dois não votaram e um trocou de voto. Na discussão da PEC no Senado, a oposição pretende fazer uma manobra e acrescentar no texto dispositivo que prevê o pagamento por hora trabalhada e a negociação individual entre empregador e empregado. Veja como votou cada deputado.
Na comissão, oposição tenta atrapalhar ganhos políticos- Antes de ir ao plenário da Câmara, a comissão especial que analisava a PEC aprovou o parecer apresentado pelo relator por 34 votos a favor e 4 contrários, dos deputados Maurício Marcon (PL-RS), Osmar Terra (PL-RS), Julia Zanatta (PL-SC) e Gilson Marques (Novo-SC). A discussão na comissão foi marcada pelas tentativas da oposição de atrapalhar os ganhos políticos do governo Lula com a aprovação desta pauta, que tem apoio de 68% dos brasileiros, segundo pesquisa Genial Quaest.
Meio Ideia mostra Lula em vantagem sobre Flávio no 2º turno- O presidente Lula abriu vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno para as eleições de 2026, segundo pesquisa Meio Ideia divulgada hoje. Lula aparece com 46,5% das intenções de voto, ante 41,4% de Flávio. Em levantamento realizado três semanas antes, o senador tinha 45,3% contra 44,7% do petista. No primeiro turno, Lula aparece com 38,5% e Flávio, com 31,5%. A pesquisa também aferiu o impacto de áudios que associam o senador ao banqueiro Daniel Vorcaro. Veja os dados.
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 | UOL Flash |
| Caiado e Zema se reúnem para discutir aliança nas eleições- Os ex-governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), passaram a discutir a possibilidade de criarem uma chapa única para enfrentar o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de outubro. A iniciativa ocorre após a pré-candidatura de Flávio ser abalada pela revelação de sua proximidade com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Em entrevista a uma emissora de rádio ontem, Caiado disse que era preciso ter humildade para reconhecer que tanto sua pré-campanha quanto a de Zema estão em um patamar abaixo das de Lula e de Flávio e que a possibilidade de união existe. Leia mais na Folha.
Alcolumbre promulga lei que libera verbas antes da eleição- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, promulgou ontem o trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias que havia sido vetada pelo presidente Lula, e que permite a doação de bens, valores ou benefícios pela administração pública no período eleitoral. A decisão de Lula foi derrubada pelo Congresso Nacional. A liberação para doações abre brechas para pagamento de emendas parlamentares não impositivas, que são alvos de restrições no período de campanha. O veto de Lula era para evitar que essa verba fosse usada para favorecer candidatos.
Flávio Bolsonaro se encontra com Marco Rubio e JD Vance- Um dia após ter sido recebido por Donald Trump na Casa Branca, Flávio Bolsonaro se encontrou ontem com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e com o secretário do Estado, Marco Rubio. Em entrevista após o encontro, Flávio disse que solicitou novamente aos representantes do governo americano que as facções criminosas PCC e CV sejam designadas como organizações terroristas. Ele disse ainda que o vice-presidente dos EUA fez questionamento sobre a liberdade de expressão e imprensa no Brasil e que teria comentado sobre os decretos recentes de Lula sobre big techs.
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