quarta-feira, 27 de maio de 2026

VISITA RELÂMPAGO DO FILHO DE BOLSONARO À TRUMP


 Flavitcho Bolsonaro encontrou o Trump, tirou foto, mas na coletiva de imprensa proibiu os jornalistas de perguntarem sobre o Claudio Castro. Caso contrário interromperia a coletiva. Então vamos falar de Claudio Castro porque parece que é o que interessa, BRASEW.



Claudio Castro era governador do Rio, caso alguém esteja perdido. Renunciou ao cargo dias antes de o Tribunal Superior Eleitoral ter cassado seu mandato. Agora não param de aparecer operações policiais. A de hoje foi por conta das relações de Castro com o Banco Master (entendeu por que Flavitcho não queria perguntas?). O supremo André Mendonça autorizou a operação contra o ex-governador porque achou que a polícia tem razão em suspeitar das relações de Castro com Vorcaro, que culminaram num investimento bilionário do fundo de aposentadoria dos servidores do Rio de Janeiro no banco que foi liquidado — e agora quem vai pagar pelo rombo são os aposentados.

De acordo com a Polícia Federal, Castro teria tido encontros com Vorcaro que coincidiram com os aportes feitos no Banco Master. Além disso, chegou a fazer nomeações estratégicas em cargos-chave da Rioprevidência para garantir que os investimentos nos títulos do banco fossem feitos. A nomeação dos cargos foi feita em períodos que antecederam os investimentos.

Mas essa é só mais uma do Castro. Outro dia a polícia também o conectou a Ricardo Magro, dono da Refit (que não é academia, darling, é empresa de combustíveis). Magro tem um mandado de prisão contra ele. É acusado de ser o maior sonegador do país. Além disso, há também suspeita de lavagem de dinheiro.

Só para dar dimensão do caso: a Rioprevidência aportou mais de 2 bilhões de reais em títulos do Master.

Ah, e guarda esse nome, que também foi alvo da operação hoje: Ricardo Siqueira Rodrigues.

Enquanto isso, na Casa Branca

Eis que Donald J. Trump (J de João, eu juro) de fato recebeu o Flavitcho na Casa Branca. Tirou uma foto sentado, com Flavitcho em pé atrás. Em outra foto também apareceram em pé Dudu Bolsonaro e Paulo Figueiredo. Ao sair da Casa Branca, Flavitcho disse o que quis na coletiva (já que os jornalistas foram proibidos de perguntar sobre o Claudio Castro). E aí ele disse que pediu para o Trump classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas. A pergunta que ninguém fez: mas o senhor assinou alguma cláusula de confidencialidade sobre essa conversa, senador? Ai, Tixa, que maldosa.

Para os perdidos. Segundo especialistas, classificar PCC e CV como terroristas pode abrir um precedente para os Estados Unidos fazerem ações contra o Brasil a seu bel prazer a título de combate ao terrorismo.

Como diz o outro: ponto para o Flavitcho nessa de tirar a foto com o Trump. Mas eis que aí vem o site Metrópoles e conta essa:

Sabe aquele Ricardo Siqueira Rodrigues que também foi alvo da operação do Claudio Castro hoje? Então, ele foi apontado como lobista e captador do Banco Master na Rioprevidência e o site Metrópoles lembrou que em 2024 o tal Ricardo foi condenado pela Comissão de Valores Mobiliários a pagar multas milionárias por fraudar um fundo de investimento que iria construir LSH Hotel, que era marca de quem? Donald Trump. Juro. Mas tem mais. Quem também foi condenado no mesmo processo por fraude? Paulo Figueiredo, a figura que articulou o encontro com Trump hoje. A CVM avalia que o valor total da fraude foi de 54 milhões, prejudicando investidores.

Enquanto isso, em São Paulo, na região de Perus…

… Tarcísio reage com delay.

“Eu acho que tem muitas questões que ele mesmo (Flávio Bolsonaro) precisa explicar. Eu acho que a população está vendo aí esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Isso deixa a sociedade em alerta e aí tudo tem que ser muito bem explicado.”

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