quarta-feira, 15 de julho de 2026

GIRO PELO MUNDO

 

Navio é rebocado no terminal de contêineres de Khor Fakkan, no Golfo de Omã, após o Irã anunciar o fechamento do estreito de Hormuz e ampliar os ataques na região

Navio é rebocado no terminal de contêineres de Khor Fakkan, no Golfo de Omã, após o Irã anunciar o fechamento do estreito de Hormuz e ampliar os ataques na região

AFP

EUA retomam bloqueio naval ao Irã e Trump ameaça atacar usinas de energia

Do UOL

Os Estados Unidos reimpuseram nesta terça-feira o bloqueio naval aos portos iranianos e lançaram o quarto dia consecutivo de ataques contra alvos no país, no momento em que o cessar-fogo firmado em junho desmorona. A mídia estatal iraniana relatou explosões em Bandar Abbas e na ilha de Qeshm, no Estreito de Hormuz. O Irã afirma ter atacado bases americanas na Jordânia, no Bahrein e no Kuwait — informações que não puderam ser verificadas de forma independente.

Em entrevista à Fox News, Donald Trump ameaçou atingir usinas de energia e pontes iranianas na próxima semana, "a menos que eles voltem à mesa de negociação". O presidente americano já usou ameaças semelhantes como tática de pressão. Horas antes, recuou da proposta de cobrar uma taxa de 20% sobre cargas que cruzam o Estreito de Hormuz, anunciada na véspera, e disse que ela será substituída por acordos de investimento com países do Golfo — sem detalhar quais.

A guerra, iniciada em fevereiro com ataques conjuntos de EUA e Israel, já matou milhares de pessoas, a maioria no Irã e no Líbano. O petróleo Brent acumula alta de 15% em uma semana e chegou a US$ 85 o barril, o maior valor desde meados de junho. Antes do conflito, cerca de 20% do petróleo mundial passava pelo estreito, hoje praticamente paralisado.

Após mortes em blitze, agência de imigração dos EUA suspende abordagens de trânsito

O ICE, serviço de imigração americano, orientou seus agentes a suspender temporariamente prisões em abordagens de veículos, segundo ex-funcionários ouvidos pelo Washington Post. A decisão vem após duas mortes a tiros em uma semana: um mexicano em Houston e o colombiano Joan Sebastián Durán Guerrero, de 26 anos, baleado por um agente em Biddeford, no Maine, na segunda-feira, quando estava acompanhado da filha de 3 anos.

O ICE alega que Durán Guerrero tentou usar o carro como arma contra os agentes, versão contestada por testemunhas e por vídeos que mostram o veículo avançando sem controle após os disparos. O pai do jovem, que vivia legalmente no país segundo a família, disse que a morte foi "injusta". O presidente colombiano, Gustavo Petro, classificou o caso como "assassinato". Nesta terça, houve uma terceira morte: um mexicano de 28 anos foi atropelado por uma carreta na Flórida ao fugir de uma operação do ICE.

Ao menos dez pessoas morreram em ações de agentes de imigração desde o início da campanha de deportações em massa de Trump, no ano passado. O governo do México pediu que promotores estaduais americanos avaliem processar criminalmente os responsáveis.

Justiça americana condena Maduro e Alex Saab a pagar US$ 314 milhões por tortura

Um juiz federal da Flórida condenou Nicolás Maduro, o empresário colombiano Alex Saab e outros cinco réus a indenizar em US$ 314 milhões três americanos que relataram prisão e tortura na Venezuela — incluindo choques elétricos e espancamentos. A sentença foi dada à revelia, já que nenhum dos réus respondeu ao processo. Os três foram libertados em dezembro de 2023, numa troca de prisioneiros que devolveu Saab aos venezuelanos. A presidente interina Delcy Rodríguez ficou fora da condenação após seus advogados alegarem imunidade de chefe de Estado.

Espanha atropela a França e disputa o título do Mundial no domingo

A Espanha venceu a França por 2 a 0 em Dallas, com gols de Oyarzabal, de pênalti, e Pedro Porro, e chegou à segunda final de Copa do Mundo de sua história. Foi a primeira vez no torneio que a seleção de Deschamps — até então a única com 100% de aproveitamento — saiu de campo sem marcar. A Roja enfrenta no domingo, em Nova Jersey, o vencedor de Inglaterra x Argentina.

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