O governo americano afirmou hoje que o "domínio dos Estados Unidos sobre o hemisfério ocidental nunca mais será questionado". A declaração foi feita em uma nota publicada na conta do Departamento de Estado. A postagem é acompanhada de um vídeo que mostra o histórico de intervenções americanas em países da Américas Central e da América do Sul. Em um dos trechos, o narrador lembra que, no começo do século passado, o presidente Theodore Roosevelt declarou que "se uma nação latino-americana cair no caos ou na instabilidade, os EUA vão agir e administrá-la". A publicação foi feita um dia após a China pedir para participar das consultas abertas pelo Brasil na OMC (Organização Mundial do Comércio) contra as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e em meio a um aumento dos atritos entre os governos de Trump e de Lula. Antes da publicação da nota americana, Daniela Lima informou que fontes do Palácio do Planalto não acreditam que os EUA tentarão uma "medida drástica, de força" contra Lula. A avaliação foi feita em resposta a um questionamento sobre a publicação, por um deputado republicano, de uma montagem exibindo o rosto de Lula no lugar do de Nicolás Maduro, o ex-presidente venezuelano, em uma imagem que mostra o líder sendo sequestrado por militares americanos. "Mas eles ainda apostam numa tentativa de influenciar as eleições de outubro por meio de manipulação das redes sociais", disse Daniela. Em comentário no UOL News, do Canal UOL, João Paulo Charleaux disse ver os Estados Unidos "armando um arcabouço discursivo e militar" que abre a possibilidade de usar a força em uma intervenção contra o presidente Lula. "Se vai fazer ou não, eu acho que depende de fatores que vão se desenrolar daqui a outubro." Para Josias de Souza, a estratégia adotada por Lula para lidar com os Estados Unidos segue a lógica de uma frase de Theodore Roosevelt: "Fale suave e carregue um porrete na mão". "Na sua adaptação, Lula fala suave com Trump e desce o porrete no secretário de Estado Marco Rubio." |
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