quinta-feira, 8 de outubro de 2026

69 deputados e senadores eleitos são alvos de investigação por crimes

 

Imagem: Reprodução/Redes sociais

Imagem: Reprodução/Redes sociais

Isnaldo, Felipe Show, Ney Santos, Mario Frias e Juarez Costa


Carolina Juliano

As principais notícias para começar o dia bem informado:

  • Eleições I: levantamento do UOL mostra eleitos que respondem a processos
  • Eleições II: Flávio fala em mudar gastos em saúde e educação
  • Campanha: Lula muda tom e endurece discurso no 2º turno
  • Apoios: Republicanos apoia Flávio; Cury pede mais tempo
  • PF: Apuração sobre interferência externa é arquivada
  • Trabalho: Oposição tenta adiar votação do fim da 6x1
  • STF: Nunes Marques levará revisão de Bolsonaro ao plenário
  • TSE: Corte julga hoje candidatura de Dallagnol

Parlamentares eleitos investigados

  • Ao menos 69 parlamentares eleitos para a Câmara dos Deputados e ao Senado no último domingo (4) respondem a processos por diversos crimes, como desvio de dinheiro, corrupção, fraude em licitações e crimes ambientais, mostra levantamento feito pelo UOL. Há pelo menos 33 deputados e senadores réus em ações penais e 36 investigados em inquéritos criminais em andamento na Justiça, ainda sem denúncia formalizada. Arredondando, é como se a cada nove parlamentares, um estivesse sendo investigado.

Flávio amplia proposta de mudança constitucional

  • Flávio Bolsonaro voltou a dizer ontem que, se eleito, pretende usar a nova composição do Congresso para aprovar mudanças na Constituição. A proposta ganhou novos contornos com medidas econômicas em estudo pela campanha, como alterar a correção de benefícios da Previdência e do BPC e acabar com os pisos constitucionais de saúde e educação. Segundo matéria da Folha de S.Paulo, o pacote pretende gerar uma economia de até R$ 250 bilhões. O candidato do PL também falou em reforma do Judiciário, fim da reeleição, a redução da maioridade penal e alterações na reforma tributária.
  • As mudanças dependeriam de Propostas de Emenda à Constituição, que exigem 308 votos na Câmara e 49 no Senado. O PL terá 121 deputados e 28 senadores na próxima legislatura, e precisará do apoio de outros partidos para aprovar as medidas.

Lula muda tom da campanha do 2º turno

  • O presidente Lula iniciou uma reformulação da campanha após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, com mudanças na coordenação e no discurso. O senador Camilo Santana passou a integrar a coordenação-geral, enquanto o presidente cobrou mais presença nas redes sociais e criticou a organização da primeira etapa. Lula também endureceu o discurso sobre segurança pública e adotou o lema "Para o povo trabalhador, proteção; para bandido, a prisão".
  • O presidente se reuniu no Palácio do Planalto com candidatos aliados que foram eleitos e jovens influenciadores para ampliar a participação de todos na campanha e mudar a comunicação para o segundo turno.

Republicanos apoia Flávio; Cury pede tempo ao eleitor

PF arquiva apuração sobre interferência externa

  • A Polícia Federal arquivou o pedido da Advocacia-Geral da União para investigar uma possível interferência estrangeira nas eleições de 2026. A apuração preliminar foi aberta após reportagem do jornal britânico The Guardian sobre recursos do governo dos Estados Unidos para um projeto crítico ao STF. Segundo a PF, não foram encontrados indícios mínimos que justificassem a abertura de um inquérito. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, também havia afirmado não haver evidências de interferência externa no pleito.

6.out.2026 - Ton Molina/Agência Senado

Oposição tenta adiar discussão do fim da 6x1

  • A oposição tenta adiar para depois do segundo turno a votação da PEC que acaba com a escala 6x1, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mantém o calendário para a próxima semana. A proposta reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial. A PEC precisa de 49 votos, em dois turnos, para ser aprovada. Alcolumbre afirmou que cumprirá o rito regimental antes de levar o texto ao plenário.

Nunes Marques vai levar soltura de Bolsonaro ao plenário

  • O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, confirmou ontem que levará ao plenário da Corte o pedido de revisão da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. A análise só deve ocorrer após o segundo turno, para evitar interferência no processo eleitoral. O caso ainda aguarda parecer da Procuradoria-Geral da República e precisa ser concluído antes de ir a julgamento. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e cumpre prisão domiciliar.

TSE julga candidatura de Dallagnol

  • O Tribunal Superior Eleitoral julga hoje o registro da candidatura de Deltan Dallagnol, eleito senador pelo Paraná com 2,9 milhões de votos. A Corte vai analisar se ele podia concorrer após ter deixado o Ministério Público Federal enquanto respondia a procedimentos disciplinares. Em 2023, o TSE havia considerado a saída uma tentativa de evitar a inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa. Se o registro for negado, os votos de Dallagnol serão anulados e a vaga ficará sujeita a nova definição pela Justiça Eleitoral.

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