Parlamentares eleitos investigados- Ao menos 69 parlamentares eleitos para a Câmara dos Deputados e ao Senado no último domingo (4) respondem a processos por diversos crimes, como desvio de dinheiro, corrupção, fraude em licitações e crimes ambientais, mostra levantamento feito pelo UOL. Há pelo menos 33 deputados e senadores réus em ações penais e 36 investigados em inquéritos criminais em andamento na Justiça, ainda sem denúncia formalizada. Arredondando, é como se a cada nove parlamentares, um estivesse sendo investigado.
Flávio amplia proposta de mudança constitucional- Flávio Bolsonaro voltou a dizer ontem que, se eleito, pretende usar a nova composição do Congresso para aprovar mudanças na Constituição. A proposta ganhou novos contornos com medidas econômicas em estudo pela campanha, como alterar a correção de benefícios da Previdência e do BPC e acabar com os pisos constitucionais de saúde e educação. Segundo matéria da Folha de S.Paulo, o pacote pretende gerar uma economia de até R$ 250 bilhões. O candidato do PL também falou em reforma do Judiciário, fim da reeleição, a redução da maioridade penal e alterações na reforma tributária.
- As mudanças dependeriam de Propostas de Emenda à Constituição, que exigem 308 votos na Câmara e 49 no Senado. O PL terá 121 deputados e 28 senadores na próxima legislatura, e precisará do apoio de outros partidos para aprovar as medidas.
Lula muda tom da campanha do 2º turno- O presidente Lula iniciou uma reformulação da campanha após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, com mudanças na coordenação e no discurso. O senador Camilo Santana passou a integrar a coordenação-geral, enquanto o presidente cobrou mais presença nas redes sociais e criticou a organização da primeira etapa. Lula também endureceu o discurso sobre segurança pública e adotou o lema "Para o povo trabalhador, proteção; para bandido, a prisão".
- O presidente se reuniu no Palácio do Planalto com candidatos aliados que foram eleitos e jovens influenciadores para ampliar a participação de todos na campanha e mudar a comunicação para o segundo turno.
Republicanos apoia Flávio; Cury pede tempo ao eleitorPF arquiva apuração sobre interferência externa- A Polícia Federal arquivou o pedido da Advocacia-Geral da União para investigar uma possível interferência estrangeira nas eleições de 2026. A apuração preliminar foi aberta após reportagem do jornal britânico The Guardian sobre recursos do governo dos Estados Unidos para um projeto crítico ao STF. Segundo a PF, não foram encontrados indícios mínimos que justificassem a abertura de um inquérito. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, também havia afirmado não haver evidências de interferência externa no pleito.
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 | 6.out.2026 - Ton Molina/Agência Senado |
| Oposição tenta adiar discussão do fim da 6x1- A oposição tenta adiar para depois do segundo turno a votação da PEC que acaba com a escala 6x1, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mantém o calendário para a próxima semana. A proposta reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial. A PEC precisa de 49 votos, em dois turnos, para ser aprovada. Alcolumbre afirmou que cumprirá o rito regimental antes de levar o texto ao plenário.
Nunes Marques vai levar soltura de Bolsonaro ao plenário- O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, confirmou ontem que levará ao plenário da Corte o pedido de revisão da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. A análise só deve ocorrer após o segundo turno, para evitar interferência no processo eleitoral. O caso ainda aguarda parecer da Procuradoria-Geral da República e precisa ser concluído antes de ir a julgamento. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e cumpre prisão domiciliar.
TSE julga candidatura de Dallagnol- O Tribunal Superior Eleitoral julga hoje o registro da candidatura de Deltan Dallagnol, eleito senador pelo Paraná com 2,9 milhões de votos. A Corte vai analisar se ele podia concorrer após ter deixado o Ministério Público Federal enquanto respondia a procedimentos disciplinares. Em 2023, o TSE havia considerado a saída uma tentativa de evitar a inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa. Se o registro for negado, os votos de Dallagnol serão anulados e a vaga ficará sujeita a nova definição pela Justiça Eleitoral.
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