O técnico Carlo Ancelotti fez hoje a última convocação do ano para a seleção brasileira. A lista traz cinco novidades: Jonathan Jesus (Cruzeiro), André Luiz (Corinthians), Marlon Gomes (Shakhtar Donetsk), Alisson Santana (Shakhtar Donetsk) e Allan (Manchester City). Em entrevista depois do anúncio dos jogadores, Ancelotti disse que seu foco é "o projeto de renovação de equipe, de nova geração". Para reduzir o impacto sobre os times na reta final de competições importantes, como o Campeonato Brasileiro e a Libertadores, a CBF limitou a convocação a um jogador por clube, no máximo, relata Rodrigo Mattos. Flamengo e Palmeiras, que lideram o Brasileirão e têm 16 pontos de vantagem sobre o Cruzeiro, terceiro colocado, não tiveram nenhum jogador chamado. A seleção joga contra o Japão, no próximo dia 14, e contra Singapura, no dia 17. As duas partidas serão realizadas no Estádio Nacional de Singapura. O olhar dos colunistas Na opinião de Casagrande, a convocação foi melhor do que a anterior, sobretudo por causa dos jogadores jovens . Um dos nomes destacados pelo colunista foi Jair Cunha, do Nottingham Forest. "Teve um ótimo início no Santos, chamando muito a atenção pela sua personalidade, com ótimo posicionamento e sendo muito bom na bola aérea." Para PVC, a convocação de Estêvão e, em menor escala, a de Endrick, demonstra a "encruzilhada" enfrentada pelo futebol brasileiro. "Vende jovens que não jogam na Europa, porque seus técnicos não os julgam suficientemente maduros, nem ficam aqui para ganhar rodagem. Não atuam, não amadurecem." Alicia Klein criticou os adversários que a seleção enfrentou depois da Copa do Mundo, que considerou fracos, além de classificar como inconveniente o momento desta convocação. "Com o perdão da hipérbole, é difícil imaginar uma Data Fifa pior em tempos recentes." Para Pedro Lopes, Carlo Ancelotti solidifica sua estratégia para o começo do ciclo da seleção: avaliar jovens promessas e encontrar nomes para a base de um novo time, de olho em 2030. "Nesse contexto, as performances e observações que poderão ser tiradas dos amistosos ganham mais importância do que o resultado. É um caminho justo e razoável para as primeiras datas Fifa." |
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