Uma derrota que foi vista como sorte. Na noite da apuração de votos no segundo turno, essa avaliação circulava entre petistas e aliados de Lula reunidos em um hotel de São Paulo. O revés no primeiro turno havia obrigado a campanha a mudar: descentralizar decisões, abrir espaço para nomes de fora do núcleo do PT e acompanhar uma mobilização que ganhava força nas ruas e nas redes. O resultado foi uma virada histórica que garantiu o quarto mandato a Lula. E o que essa mudança de postura da campanha petista indica sobre os caminhos que o próximo e último mandato do petista deve seguir? Em reportagem exclusiva para assinantes do UOL, as repórteres Adriana Negreiros, Adriana Ferraz e Tatiana Farah reconstroem os bastidores da campanha entre o choque da derrota no primeiro turno para o senador Flávio Bolsonaro e a festa da vitória no segundo. A partir daí, a reportagem apresenta um desenho do que pode ser o Lula 4. Ganham espaço, por exemplo, nomes do PT considerados mais pragmáticos, como o senador Camilo Santana, do Ceará, e Rafael Fonteles, reeleito governador do Piauí. Perdem protagonismo o presidente do PT, Edinho Silva, e o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência. Entram em cena formatos de comunicação direta, como o "Exército do Lula", criado pelo deputado André Janones. Saem do foco pautas consideradas excessivamente identitárias. A reportagem revela outras estratégias que ajudam a explicar como Lula conseguiu mais de 10 milhões de votos a mais no segundo turno, como o uso de IA para fazer vídeos customizados enviados a moradores de mais de mil cidades com o objetivo de tentar reduzir a abstenção. Aproveite a leitura! LEIA REPORTAGEM COMPLETA NO UOL PRIME |
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