terça-feira, 27 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro venceu em apenas 5 cidades do Maranhão

 

sAppmailpartiO senador Flávio Bolsonaro (PL) venceu em apenas cinco dos 217 municípios do Maranhão no segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25). O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o mais votado nas outras 212 cidades, ampliando a vantagem que já havia conquistado no primeiro turno.

Flávio Bolsonaro obteve a maioria dos votos em Imperatriz (54,42%), Açailândia (55,92%), Balsas (54,85%), Itinga do Maranhão (51,40%) e São Pedro dos Crentes (67,93%). Neste último município, o senador alcançou seu maior percentual de votação no estado.

Em Imperatriz, segundo maior colégio eleitoral do Maranhão, Flávio recebeu 84.993 votos, contra 71.201 de Lula. Já em Itinga do Maranhão, a disputa foi mais equilibrada: o senador venceu por uma diferença de apenas 385 votos.

O resultado representa uma redução no número de municípios vencidos por Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, o candidato havia liderado a votação em seis cidades, mas perdeu Estreito na disputa decisiva.

No município, Flávio havia recebido 8.837 votos em 4 de outubro, contra 8.519 de Lula. Três semanas depois, o presidente reverteu o resultado e venceu com 9.719 votos (51,44%), enquanto o adversário terminou com 9.175 (48,56%).

Com a mudança em Estreito, Lula passou de 211 para 212 municípios vencidos no Maranhão. No resultado geral do estado, o petista conquistou 69,54% dos votos válidos, somando 2.808.231 votos, contra 1.229.971 (30,46%) de Flávio Bolsonaro. A diferença chegou a quase 1,6 milhão de votos.


Timon foi destaque no Maranhão em votação para Lula; Veja as curiosidades

Timon foi destaque no Maranhão em votação para Lula; Veja as curiosidades
Foto Lucio Tavora/AFP 

O resultado do segundo turno presidencial em Timon reúne números que chamam atenção. Com 75.001 votos, equivalentes a 72,47% dos válidos, Lula recebeu aproximadamente 2,63 votos para cada voto de Flávio Bolsonaro, que terminou com 28.492 votos, ou 27,53%. A vantagem do petista foi de 46.509 votos.

Timon foi o segundo município maranhense que mais deu votos a Lula, atrás apenas de São Luís. A cidade superou Imperatriz, onde o presidente recebeu 71.201 votos, e São José de Ribamar, que registrou 69.288 votos para o petista.

O desempenho proporcional também ficou acima da média estadual. Enquanto Lula alcançou 69,54% dos votos válidos no Maranhão, em Timon chegou a 72,47%, uma diferença de 2,93 pontos percentuais.

Outra curiosidade está na comparação entre os turnos. Lula passou de 67.010 para 75.001 votos, um acréscimo de 7.991. Flávio Bolsonaro, por sua vez, passou de 28.444 para 28.492, crescimento de apenas 48 votos. Com isso, a vantagem do petista no município aumentou de 38.566 para 46.509 votos.

Os números mostram que Lula ampliou em 11,93% sua votação em Timon entre as duas etapas da disputa. A comparação representa o saldo dos candidatos, sem permitir identificar individualmente transferências de votos ou a participação de eleitores que haviam se abstido no primeiro turno.

Ao todo, 106.203 eleitores compareceram às urnas no município no segundo turno. Outros 18.536 não votaram, correspondendo a uma abstenção de 14,86%. Foram registrados ainda 861 votos em branco e 1.849 nulos.

Polícia Federal apura se Flávio Bolsonaro deixou o país rumo aos EUA após ordem judicial

 De acordo com a publicação argentina, Flávio Bolsonaro teria cruzado a fronteira utilizando documento de identidade nacional e embarcado em Puerto Iguazú, na província de Misiones.



A Polícia Federal brasileira está verificando junto às autoridades argentinas se o senador Flávio Bolsonaro (PL) entrou em território argentino com destino aos Estados Unidos, após uma reportagem do portal argentino Infobae afirmar que ele teria deixado o Brasil em um voo privado na madrugada desta terça-feira. A informação é divulgada um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar que o senador entregasse seus passaportes e ficasse proibido de deixar o país.

De acordo com a publicação argentina, Flávio Bolsonaro teria cruzado a fronteira utilizando documento de identidade nacional e embarcado em Puerto Iguazú, na província de Misiones, em um jato Gulfstream G400 de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A. A decolagem estaria prevista para as 2h desta terça-feira, no horário local, com destino aos Estados Unidos. A empresa teria solicitado procedimentos alfandegários e migratórios para quatro passageiros e três tripulantes .

Segundo informações da cúpula da Polícia Federal, Flávio não passou por nenhum ponto regular de controle migratório brasileiro nas últimas horas. A corporação, no entanto, admite a possibilidade de que ele tenha cruzado a fronteira sem passar pela fiscalização, e busca esclarecimentos junto às autoridades argentinas desde as primeiras horas do dia . Até o momento, as autoridades do país vizinho não confirmaram nem descartaram a presença do senador em território argentino.

A reportagem do Infobae não foi confirmada oficialmente por nenhuma autoridade brasileira ou argentina. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio, negou que ele tenha deixado o país. Questionado sobre a suposta saída, respondeu de forma direta: “Não saiu” . A assessoria do senador foi contatada por veículos da imprensa, mas não se pronunciou até o momento.

A determinação judicial que antecede a polêmica foi tomada na noite de domingo, logo após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, no qual Flávio Bolsonaro foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão de Moraes, proferida no âmbito de um inquérito que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz, estabeleceu três medidas: a proibição de contato entre Flávio e Tomaz, o cancelamento de todos os passaportes brasileiros do senador, incluindo o diplomático, e a entrega de passaportes de outras nacionalidades no prazo de 24 horas .

Na segunda-feira, Flávio Bolsonaro declarou em vídeo publicado nas redes sociais que foi abordado por agentes da Polícia Federal quando deixava a residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. O senador afirmou que cumpriria a ordem judicial, mas classificou a medida como uma tentativa de intimidação política e questionou os fundamentos da decisão. Segundo ele, a determinação teria se baseado em uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, de que ele deveria deixar o país caso perdesse a eleição .

A investigação que motivou a restrição migratória apura se Flávio Bolsonaro teria vínculos financeiros com empresas do advogado Willer Tomaz, incluindo a Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal. A Polícia Federal identificou que o senador figurava como usuário master de uma conta bancária da empresa, condição que, em princípio, lhe conferia nível elevado de acesso e gerenciamento . A decisão de Moraes está sob sigilo judicial.

A situação permanece indefinida. O fato confirmado até o momento é que Flávio Bolsonaro recebeu ordem para entregar os passaportes e declarou que cumpriria a determinação. A possível saída do país, noticiada pela imprensa argentina, carece de confirmação oficial pelas autoridades brasileiras ou argentinas.

Justiça condena prefeito e empresários por garimpo irregular em assentamento no Maranhão



A Justiça Federal condenou o prefeito de Centro Novo do Maranhão, no oeste do estado, o governo maranhense, um empresário e uma empresa de mineração por danos ambientais causados pelo processamento irregular de ouro em uma área pública federal destinada à reforma agrária. A sentença atendeu a pedidos feitos pelo Ministério Público Federal (MPF) em uma ação civil pública ajuizada em 2021.

Segundo a decisão, os réus deverão interromper as atividades minerárias irregulares, desocupar e recuperar a área degradada e pagar indenizações por danos ambientais e morais coletivos. Os valores serão apurados na fase de liquidação da sentença e revertidos ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos. Ainda cabe recurso.

As irregularidades foram identificadas em 2019, durante fiscalizações e relatórios técnicos da Agência Nacional de Mineração (ANM) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Os agentes encontraram estruturas e maquinários usados na atividade minerária no povoado Cipoeiro, na Fazenda Amor, área situada dentro do Projeto de Assentamento Quadra Água Azul, mantido pelo Incra. Os dois órgãos ingressaram no processo como assistentes do MPF.

De acordo com a sentença, o prefeito atuou diretamente na instalação e na condução das atividades. Foi ele quem celebrou o contrato particular de arrendamento da área com uma beneficiária do assentamento rural, além de assinar o requerimento de licenciamento ambiental e a documentação técnica apresentada à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema).

A empresa J & A dos Santos Mineração Ltda., atualmente A G da Silva Mineração Eireli, possuía licença ambiental concedida pela Sema, mas não tinha título válido da União que autorizasse a atividade minerária. O MPF apontou que informações fraudulentas foram usadas no processo de licenciamento.

O parecer técnico da Sema que embasou a licença enquadrou o empreendimento como atividade de gestão de resíduos sólidos em uma área minerada anteriormente por terceiros. No entanto, a própria secretaria reconheceu que a operação incluía o aproveitamento de rejeitos minerais auríferos por meio de lixiviação em pilhas, com uso de cianeto de sódio, substância tóxica empregada na extração de metais de minérios de baixo teor. Apesar disso, o órgão ambiental expediu a Licença de Operação nº 1039923/2016.

Para o MPF, o licenciamento foi baseado em enquadramento inadequado da atividade e não observou exigências essenciais à avaliação de sua viabilidade ambiental. O órgão também afirmou que a atuação da Sema contribuiu para dar aparência de regularidade administrativa ao empreendimento, apesar da ausência de título minerário válido e das deficiências do processo.

O DAY AFTER

 

Arte: Marcelo Chello

Flavitcho, num rompante, disse que ia pedir a anulação das eleições (apesar de ter sido fortemente recomendado a não fazer isso). Chegou a segunda-feira e ele está como? Sem tocar no assunto (não teve apoio nem do KN). Não vai mais pedir a anulação, dizem seus aliados. Mudou agora para cassação da chapa do Lula. O fato é que Valdemar reconheceu a vitória de Lula. Oficialmente. O mercadinho derreteu com a aposta errada que fez na vitória de Flávio. E o Xandão, ah, o Xandão, já queimou a largada determinando a apreensão do passaporte do zero um (Xandão nem dormiu, já deu a decisão ontem à noite mesmo). E assim caminha a humanidade. Vem ler que hoje temos notícias internacionais também.

A treta é a seguinte. Flavitcho se apegou na história de que o supremo Zanin, por ter sido advogado de Lula, teria beneficiado o petista ao estender o horário de votação. O problema é que o seu chapa, o supremo KN, que também comanda o Tribunal Superior Eleitoral, afirmou que a eleição foi legítima e que a prorrogação até deu uma tumultuada na Justiça Eleitoral, mas não atrapalhou em nada o resultado final.

O segundo problema é que o próprio PL pediu a prorrogação do horário de votação. E em terceiro lugar, o TSE registrou apenas 35 mil votos em todo o Brasil na prorrogação. Lula ganhou por uma diferença de quase 4,5 milhões de votos. Ou seja, Flavitcho até poderia pedir a anulação, dificilmente conseguiria. A lei eleitoral diz que só seria o caso se o número de votos questionados fosse suficiente para alterar o resultado.

Além disso, KN disse em rede nacional ainda na noite de ontem: “não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial”.

O Valdemar

O Valdemar Costa Neto, dono do PL (o partido que lançou Flavitcho presidente), reconheceu a vitória de Lula. O que significa? Que o PL não vai entrar na aventura de Flavitcho. Para quem não lembra, na última eleição, Valdemar contestou o resultado a pedido de Bolsonaro. Xandão chegou a dizer que Valdemar então pedisse a anulação também do primeiro turno. Claro que Valdemar não queria questionar o resultado em que tinha eleito deputados, senadores e governadores. Ao fim, Valdemar teve que responder um processo por tentativa de golpe e o PL ainda teve que pagar uma multa de R$ 22,9 milhões.

O Xandão

Xandão não perdeu tempo e ontem à noite mesmo cancelou todos os passaportes de Flavitcho Bolsonaro, depois que Dudu Bolsonaro disse que o irmãozinho deveria deixar o país se perdesse a eleição. O que acontece é que Flávio é investigado por lavagem de dinheiro no caso que envolve seu amigo Willer Tomaz e uma bet. Flavitcho também é investigado no caso Dark Horse.

Donald

Quem foi na onda do Flavitcho foi o Donald J. Trump (J de João, juro) que declarou que gosta muito do Lula, se dá muito bem com ele, mas que a prorrogação concedida na eleição brazuca foi muito estranha. E arrematou dizendo que pareceu “outra eleição fraudada”. Mas Trump tem a sua própria eleição para cuidar. Em poucos dias, os Estados Unidos vão decidir quem terá maioria no Congresso americano e a tendência é que o Partido Republicano, que é o partido do Trump, perca a disputa. Motivo: baixíssima popularidade do Orange que não para de promover guerras pelo mundo.

O discurso de Lula

Lula prometeu ontem, depois da vitória, que fará um governo diferente. Que vai ouvir mais, que vai ter um celular, que quer que o Exército do Lula no WhatsApp continue ativo, que vai cuidar dos mais velhos e dos mais jovens.

O mercadinho

A queda brusca hoje da bolsa de valores e a alta do dólar têm um único motivo: o mercadinho apostava tudo na vitória do Flavitcho. Não considerou a possibilidade de virada do Lula. É por isso que o mercado despencou drasticamente. E o que eles não viram? Eis aqui as análises sobre os motivos da vitória de Lula:

  • Essa era uma eleição do medo. Quase 90% da população ou tinha medo da família Bolsonaro voltar ao poder ou tinha medo de Lula continuar no poder. O que aconteceu depois do primeiro turno, como explica Juliano Spyer? A turma que tinha medo da família Bolsonaro voltar ao poder começou a agir espontaneamente. Iniciou com os estudantes tomando as ruas. Depois veio a criação do Exército do Lula no WhatsApp. Sob um único comando, o de Janones, mais de 10 milhões de pessoas ajudaram a influenciar o rumo do algoritmo nas redes sociais. O movimento das ruas e das redes mobilizou não só os mais jovens, mas também os mais velhos (que não têm obrigação de votar) a irem votar (foram 3 milhões a mais de eleitores no segundo turno).

  • Na pegada do medo, a campanha de Lula começou a trabalhar com as diversas denúncias contra Flávio Bolsonaro. Era Dark Horse, era festinha em lancha durante a pandemia para fazer lobby por vacina indiana, era amizade com Willer Tomaz, um advogado investigado desde o esquema do roubo das contas do INSS até apostas bilionárias em bets (com suspeita de lavagem de dinheiro). Ainda veio o Revelando, uma iniciativa do Calma Urgente (Gregório Duvivier), Mídia Ninja e ICL. Veio a Luana Piovani falando do medo de que o Flávio tirasse a praia dos brasileiros. A Juliette falando do medo de que Flávio tirasse a Nossa Senhora dos brasileiros. O Fábio Porchat falando de todas as empresas laranjas em que Flavitcho aparecia. O Wagner Moura falando de como Flávio iria entregar o Brasil ao Donald J. Trump (J de João, juro, pela segunda vez). Enfim, a estratégia do medo estava dada para convencer os indecisos, os que anularam os votos, os que não votaram. E ainda teve a parte de começar a falar dos problemas do dia a dia do eleitor. A escala 6x1. O perdão de dívidas. O reajuste do Bolsa Família. O fim das bets. Deu certo.

  • Do outro lado, Flavitcho foi acumulando erros. Subiu no salto achando que já tinha ganhado a eleição quando ficou em primeiro lugar no primeiro turno. Seus apoiadores também não tinham motivação para se mobilizar em uma campanha ganha. Errou nos debates ao mostrar um lado agressivo e desrespeitoso com um idoso de 80 anos. Chamou Lula de 9 dedos, sem qualquer necessidade, a ponto de pedir desculpas depois. Falou em tesouraço e não conseguiu explicar que isso não pegaria os programas sociais. Sua porta-voz econômica se perdeu na oratória ao falar de uma transição de dois anos para a pessoa sair do Bolsa Família e ainda falou que ia substituir os servidores por inteligência artificial. Mesmo assim, com todos esses erros de campanha, Flávio Bolsonaro levou 60 milhões de votos. É voto que não se acaba mais.

Mas Lula teve mais. Venceu Flávio com uma diferença de 4,4 milhões de votos. Entre o primeiro e o segundo turno, Lula teve 10 milhões a mais de votos. Uma virada histórica.

Mas agora terá que lidar com um Congresso ainda mais de direita do que já era. O presidente garante que vai governar com quem o povo brasileiro elegeu e, claro, que já deve estar fazendo os arranjos. Kassab que não dorme no ponto já acenou para formar com o governo Lula. O Davi Alcolumbre, nossa estrela mor do Senado que até semana passada parecia com a vida perdida por ter apoiado Lula, agora ganha uma sobrevida. Mas não será fácil derrotar um Rogério Marinho que tem uma bancada bolsonarista gigante para chamar de sua. Huguito Motta, dono da Câmara frigorífica, também parecia em maus lençóis por ter apoiado Lula, mas agora também fica melhor na foto.

A foto

Lula prometeu um governo diferente no seu discurso de vitória. A foto da Paulista já foi muito diferente. Atrás dele e de Alckmin (e suas esposas), estavam Janones, Camilo Santana (senador) e Rafael Fonteles (governador reeleito do Piauí). Só essa foto já mostra uma diferença. E hoje mesmo já se jogou o nome de Fonteles para ser o próximo ministro da Fazenda. Não parece ter causado algum efeito no mercadinho.

O vice do Tarcísio

O vice de Tarcísio deu um pedala no governador e aceitou a vitória de Lula antes de seu parceiro. Aliás, o Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, também reconheceu a vitória de Lula. Talvez o Tarcísio esteja meio envergonhado por conta daquele vídeo estatístico que ele fez mostrando por A + B na matemática por que o zero um iria vencer as eleições com mais de 52% dos votos. Aff.

Eis o que disse o vice de Tarcísio:

“Causou estranheza o próprio PL ter solicitado a prorrogação da votação, ainda que em locais específicos. Além disso, o total de votos registrados após as 17 horas em todo o País foi insignificante diante da diferença entre os candidatos. Se havia alguma dúvida quanto a essa prorrogação, o mais coerente seria tê-la questionado antes da apuração dos votos, e não somente após a confirmação do resultado”.

A cassação

Flavitcho parece mesmo ter desistido da ideia de anulação. Em vídeo que soltou hoje nas redes não tratou do tema, apenas garantiu que ia pedir a cassação da chapa de Lula por abuso de poder econômico na eleição em função dos pacotinhos de ajuda econômica.

GIRO DE NOTÍCIAS: Flávio Bolsonaro responderá a dois inquéritos sem foro especial em 2027

 

Adriano Machado/Reuters



Carolina Juliano

As principais notícias para começar o dia bem informado:

  • Justiça: Flávio enfrentará dois inquéritos sem foro especial
  • Política: Lula se reúne com Motta e Alcolumbre após vitória
  • Governo: Lula deve acomodar derrotados nos ministérios
  • Economia: Dólar dispara e Bolsa despenca após eleição
  • Eleições: Flávio diz que vai pedir cassação da chapa de Lula
  • EUA: Trump questiona, sem provas, a eleição brasileira
  • Mundo: Israel vai às urnas e Netanyahu pode deixar o poder

Flávio responderá a dois inquéritos sem foro especial

  • Derrotado nas urnas e sem mandato parlamentar, Flávio Bolsonaro enfrentará dois inquéritos criminais sem foro especial a partir de fevereiro, quando terminará seu mandato como senador. Uma das investigações apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, sobre seu pai, Jair Bolsonaro, e a um possível pedido de US$ 24 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master. O segundo caso investiga sua relação com o advogado Willer Tomaz, suspeito de lavagem de dinheiro. A Polícia Federal identificou vínculos pessoais e financeiros entre os dois.
  • PF manda Flávio entregar passaportes. A Polícia Federal intimou o senador a entregar os passaportes comum e diplomático, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O senador afirmou que cumprirá a ordem, mas classificou a medida como uma tentativa de intimidação. Segundo ele, a decisão ocorreu após declarações de seu irmão Eduardo Bolsonaro, que sugeriu que ele deixasse o país em caso de derrota eleitoral.

Lula se reúne com Motta e Alcolumbre após vitória

  • O presidente Lula se encontrou com os presidentes da Câmara e do Senado, no Palácio da Alvorada, um dia após ser reeleito presidente. A reunião ocorre em meio à articulação para o próximo mandato, diante de um Congresso com maioria de direita. Os dois parlamentares haviam defendido a união do país após o resultado das urnas. Hugo Motta e Davi Alcolumbre também buscam apoio para permanecer no comando das Casas, cujas eleições estão previstas para fevereiro de 2027.

Governo deve acomodar aliados derrotados

  • Reportagem da Folha de S.Paulo relata que, o presidente Lula deverá reorganizar os ministérios para o mandato que começa em 2027 e acomodar aliados que perderam as eleições. Entre os cotados para cargos no primeiro escalão estão o senador Camilo Santana, apontado como favorito para a Casa Civil, e Fernando Haddad, derrotado na disputa pelo governo de São Paulo. Gleisi Hoffmann, que não conseguiu se eleger senadora, também é mencionada nas conversas. Lula ainda deverá negociar espaço com partidos de centro para ampliar sua base de apoio no Congresso, onde a oposição de direita saiu fortalecida das urnas. As definições devem ocorrer nas próximas semanas.

Dólar dispara e Bolsa cai quase 14%

  • O dólar comercial fechou ontem em alta de 8,21%, a R$ 5,403, na maior valorização diária desde janeiro de 1999. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caiu 13,88%, aos 176.357 pontos, no pior pregão desde março de 2020. A intensidade das vendas levou a B3 a acionar o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em momentos de queda acentuada. A reação ocorreu no primeiro pregão após a reeleição de Lula e refletiu a reversão de apostas de investidores que esperavam uma mudança de governo depois da vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições.

REUTERS/Brian Snyder

Flávio pede cassação da chapa de Lula

  • Flávio Bolsonaro mudou o discurso sobre a contestação do resultado eleitoral e afirmou que pedirá ao Tribunal Superior Eleitoral a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin, reeleita no domingo. O senador acusa a campanha adversária de abuso de poder político e econômico e de compra de votos por meio do uso de recursos públicos, mas não apresentou provas que sustentem as acusações nas declarações divulgadas. Flávio também afirmou que foi derrotado pelo "sistema" e voltou a questionar as condições da disputa.

Trump diz que eleição parece fraudada

  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a eleição brasileira "parece ter sido fraudada", sem apresentar provas. Ele criticou a prorrogação do horário de votação e a forma de contabilização dos votos, mas disse que gosta de Lula e que mantém boa relação com o presidente reeleito. A declaração contrasta com a reação de Trump no primeiro turno, quando elogiou a rapidez da apuração brasileira. As campanhas dos dois candidatos solicitaram a extensão do horário de votação.

Israel vota sob incerteza

  • Israel realiza hoje eleições parlamentares que podem encerrar o longo período de Benjamin Netanyahu como primeiro-ministro. Cerca de 7,3 milhões de eleitores estão aptos a votar, e aproximadamente 10% ainda estão indecisos. Pesquisas apontam empate técnico entre o bloco de Netanyahu e a oposição liderada por Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. Os eleitores escolhem partidos para o Parlamento, o Knesset, que tem 120 cadeiras; para formar governo, é preciso reunir ao menos 61 deputados. A votação ocorre após três anos de conflitos regionais, com segurança e guerra em Gaza entre os principais temas da campanha.

LULA GANHOU OU O FLÁVIO PERDEU???

 

Deputados Ana Júlia (PT-PR) e André Janones (Rede-MG) com o presidente Lula após a vitória

Deputados Ana Júlia (PT-PR) e André Janones (Rede-MG) com o presidente Lula após a vitória

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Colunistas: Mobilização de jovens e rejeição a Flávio levam Lula à vitória

Asdrúbal Figueiró

Um dia depois da surpreendente vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), a primeira vez em que um candidato que saiu atrás no primeiro turno conseguiu reverter a desvantagem, analistas continuam tentando entender os motivos da virada.

O presidente foi eleito com mais de 64,3 milhões de votos, o maior número da história, e recebeu mais de 10 milhões de votos a mais em relação ao primeiro turno.

A diferença entre os dois candidatos foi de mais de 4,4 milhões de votos — o dobro do que Lula conseguiu em relação a Jair Bolsonaro em 2022.

Na opinião de José Roberto de Toledo, apesar do papel importante da forte mobilização dos apoiadores de Lula nas ruas e nas redes sociais na reta final da disputa, Flávio Bolsonaro teve um papel decisivo em sua própria derrota.

"Ele é o maior culpado pela sua derrota, e o eleitorado antibolsonarista foi quem fez a diferença no segundo turno a favor do Lula."

Para Toledo, "as pessoas acharam melhor, em vez de protestar contra o sistema, evitar a vitória do Flávio Bolsonaro e do que ele representa."

Alexandre Borges tem uma avaliação parecida. Para o colunista, Flávio Bolsonaro "leu errado o primeiro turno" e achou que a eleição estava ganha.

"Nessas três semanas [depois do primeiro turno], o Brasil foi olhar para o Flávio, foi entender quem era o Flávio. E não gostou do que viu."

Para a campanha de Lula, porém, a explicação para a arrancada nas últimas horas do segundo turno é diferente, relata Janaína Figueiredo.

Na visão de aliados do presidente, a vitória é "fruto da entrada em cena de novos atores fundamentais nas três semanas que separaram os dois turnos do pleito: a Igreja Católica progressista e jovens, com destaque para o deputado André Janones (Rede)", afirma Janaína.

Segundo uma das fontes da colunista, "nunca se viu um envolvimento assim dos bispos. Não se viu na ditadura, não se viu em 1989. Nunca tinha acontecido".

Matheus Pichonelli diz que, nas primeiras horas após o primeiro turno, a campanha de Lula recebeu um "chacoalhão" de um grupo de jovens parlamentares do campo progressista recém-eleitos.

"Antes tarde do que ainda mais tarde, Lula e sua equipe perceberam que não existe mais campanha nas ruas e campanha digital. Existe campanha".

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