segunda-feira, 22 de junho de 2026

Cerveja sem glúten vale a pena para quem não é celíaco?

 

Arte UOL


Samantha Cerquetani

Produtos sem glúten estão por toda parte, e essa moda chegou às cervejas. A notícia é ótima para quem é celíaco, ou seja, quem tem a condição em que o sistema imunológico ataca o próprio intestino delgado ao entrar em contato com o glúten. Mas para quem não tem essa doença, consumir uma cerveja sem esse tipo de proteína é melhor? Cervejas sem glúten são mesmo mais leves, como dizem por aí?

Especialistas consultados pelo VivaBem afirmam que trocar a cerveja comum por uma versão sem glúten não oferece benefícios comprovados ao corpo. Isso porque o impacto da bebida para a saúde depende mais do teor alcoólico, da quantidade consumida e do valor calórico do que da presença ou ausência de glúten.

A seguir, entenda o que o rótulo indica sobre a composição das cervejas sem glúten.

Cerveja comum x sem glúten: qual é a diferença?

A principal diferença entre as duas versões está na presença do glúten. Fora isso, calorias, carboidratos e teor alcoólico costumam ser semelhantes, com pequenas variações ligadas ao estilo da cerveja.

Cervejas sem glúten podem ser feitas com ingredientes como arroz ou sorgo, que não contêm a proteína. Outra possibilidade é usar processos que reduzem o glúten, preservando características próximas às versões tradicionais. Para quem não tem restrição alimentar, essa diferença costuma pesar pouco na escolha.

false

Na hora de escolher uma cerveja sem glúten, o rótulo traz informações importantes sobre a composição da bebida. A leitura atenta dos itens permite avaliar melhor o que está sendo consumido.

Vale destacar que as bebidas alcoólicas não seguem as mesmas exigências de rotulagem nutricional dos alimentos e podem trazer menos informações no rótulo.

false

Arte UOL

A seguir, alguns rótulos ajudam a ilustrar o que observar na composição das cervejas sem glúten. Todos os valores são referentes a 100 ml.

false

Arte UOL

false

Arte UOL

false

Arte UOL

Atenção ao consumo excessivo

A OMS (Organização Mundial da Saúde) alerta que não existe uma quantidade segura de álcool. Consumir com frequência ou em grandes volumes aumenta o risco de doenças crônicas, como problemas no fígado, hipertensão, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer.

Além disso, a cerveja é rica em calorias e pobre em nutrientes, o que pode afetar o metabolismo e o controle de peso. Mais do que escolher entre versões com ou sem glúten, é fundamental observar a quantidade e a regularidade do consumo.

Alguns cuidados simples podem ajudar a consumir cerveja de forma mais responsável:

Intercalar a bebida com água para se manter hidratado.

Evitar beber com o estômago vazio, reduzindo o impacto no metabolismo e a absorção rápida do álcool.

Ficar atento ao tamanho das porções e à frequência do consumo.

Observar sinais do corpo, como fadiga ou ganho de peso, que podem indicar excesso.

Fontes: Luciana Gibbert, nutricionista, mestre em alimentação e nutrição, doutora em ciências farmacêuticas e professora do curso de nutrição da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná); Jaqueline Barbosa, nutricionista especialista em transtornos alimentares e supervisora do curso de nutrição da FASM (Faculdade Santa Marcelina); Renata Faggion Bortoluzzo, nutricionista, mestre em saúde pública e especialista em nutrição clínica.

Referências: Codex Alimentarius; Rotulagem de glúten em alimentos da Anvisa; Recomendação da OMS


Nenhum comentário: