segunda-feira, 5 de outubro de 2026

GIRO PELO BRASIL E AS ELEIÇÔES 2026: Eleição deixa Presidência em aberto e fortalece bolsonarismo no Congresso

 

Evaristo Sá e Mauro Pimentel/AFP


Carolina Juliano

As principais notícias para começar o dia bem informado:

  • Eleições: Flávio Bolsonaro e Lula vão disputar o 2º turno
  • Congresso: Bolsonaristas ampliam força no Senado
  • Abstenção recorde: Mais de 33 milhões não foram votar
  • Governadores: PL lidera eleição e pode comandar 7 estados
  • Rio de Janeiro: Resultado para governador segue em aberto
  • Câmara: Nikolas e Erika batem recorde de votos
  • Master: Políticos citados nas investigações são eleitos

Flávio e Lula vão ao segundo turno

  • O senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula disputarão o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Flávio terminou o primeiro turno em primeiro, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença, de menos de dois pontos percentuais, é a menor já registrada entre os dois primeiros colocados em um primeiro turno desde a redemocratização. Cerca de 9 milhões de votos foram destinados aos demais candidatos, que agora entram no foco da disputa por apoio no segundo turno. Será a terceira eleição presidencial consecutiva com um candidato ligado ao bolsonarismo enfrentando o PT no segundo turno.
  • Flávio: "fim da era do PT". Após terminar o primeiro turno à frente de Lula, Flávio Bolsonaro comemorou o resultado e afirmou que a votação representa "o fim da era do PT". O senador disse que a campanha agora entra em uma nova fase e agradeceu aos eleitores.
  • Lula diz que 2º turno será "prova dos nove". Após ficar atrás de Flávio no primeiro turno, o presidente disse que esperava vencer já no primeiro turno e classificou como "tenebroso" o passado do adversário. Lula também citou a abstenção de 21,08% dos eleitores como um dos fatores em disputa no segundo turno.
  • Veja todos os resultados da apuração.

Bolsonaristas ampliam força no Senado

  • O PL e partidos aliados elegeram 30 dos 54 senadores em disputa e devem formar uma bancada de pelo menos 44 parlamentares alinhados ao bolsonarismo na próxima legislatura. O número é suficiente para eleger o presidente do Senado e aprovar ou rejeitar a maioria dos projetos, que exige 41 votos. A bancada de oposição ao atual governo ficou mais perto dos votos necessários para cassar um ministro do Supremo Tribunal Federal, medida que exige dois terços da Casa. Os bolsonaristas ficaram a dez votos desse patamar e precisarão negociar com partidos do chamado centrão. A força da bancada terá impacto direto na relação entre o Congresso e o STF e será especialmente relevante caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno.
  • Veja como ficou a composição da Câmara e do Senado.

Abstenção bate recorde

  • A abstenção no primeiro turno da eleição presidencial chegou a 21,08%, segundo dados da Justiça Eleitoral. Foram 33,4 milhões de eleitores que não compareceram às urnas, acima dos 32,7 milhões registrados em 2022. O índice vem crescendo desde 2006 e foi o maior em uma eleição presidencial desde 1998. Para o segundo turno, a Justiça Eleitoral pretende intensificar ações para reduzir o número de faltosos.

PL avança e lidera eleição para governadores

Publicar Douglas Ruas e Eduardo Paes

Publicar Douglas Ruas e Eduardo Paes

Divulgação

Resultado da eleição do Rio está em aberto

  • A eleição para o governo do Rio de Janeiro segue indefinida por causa da situação dos votos de Anthony Garotinho. Douglas Ruas terminou em primeiro, com 49,27%, e Eduardo Paes teve 42,76%. Garotinho recebeu 3,17%, mas seus votos foram anulados "sub judice" após o indeferimento de sua candidatura. Se o TSE confirmar a anulação, Ruas ultrapassará 50% dos votos válidos e será eleito no primeiro turno. Caso contrário, Ruas e Paes disputarão o segundo turno.

Nikolas, Pavanato e Erika batem recordes

Políticos ligados ao Master são eleitos

  • A maioria dos políticos citados nas investigações da fraude do Banco Master conseguiu se eleger nas eleições. Entre eles estão nomes que tiveram relações políticas ou foram mencionados nas investigações sobre o banco. O resultado mantém no Congresso parte dos personagens envolvidos no caso, que também alcançou ministros do STF e outras autoridades. A eleição, porém, não altera o andamento das investigações sobre as suspeitas envolvendo o banco. Veja quem são eles.

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